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Durante sabatina

Caso Apex: Pazolini afirma que crise prejudica atração de investimentos para o ES

Candidato ao governo pelo Republicanos comentou sobre crise durante entrevista realizada por A Gazeta e CBN Vitória

Publicado em 01 de Setembro de 2026 às 14:51

Julia Camim

Publicado em 

01 set 2026 às 14:51
O ex-prefeito Lorenzo Pazolini participando da sabatina realizada por A Gazeta e CBN
O ex-prefeito Lorenzo Pazolini participando da sabatina realizada por A Gazeta e CBN Ricardo Medeiros

Candidato ao governo do Espírito Santo nas eleições deste ano, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) afirmou que a crise na Apex Partners prejudica a atração de investimentos para o Estado, ocasionando perdas de recursos fundamentais para lidar com os impactos da reforma tributária.


“Quando um escândalo como esse, desse tamanho, dessa proporção, chega ao noticiário nacional, quem vai ter coragem de investir no Espírito Santo, sabendo que o maior escândalo financeiro hoje do Brasil acontece aqui?”, questionou ele, durante sabatina realizada por A Gazeta e CBN Vitória na manhã desta terça-feira (1º).


Diante da redução do índice de participação de Vitória na divisão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Espírito Santo, o candidato foi questionado sobre como pretende fazer a economia capixaba acelerar acima da média brasileira, considerando a reforma tributária e o fim do incentivo fiscal, que pode provocar queda de arrecadação e perda de atividade econômica no Estado no futuro.


Vale lembrar que a previsão para 2027 é que a Serra se mantenha como líder no repasse do tributo, mas Cariacica ultrapasse a Capital, conforme dados do Índice de Participação dos Municípios (IPM) provisório.

Veja também 

Reforma tributária - Série 10 Desafios do ES

O que os candidatos ao governo do ES pensam sobre reforma tributária

Em resposta, o ex-prefeito disse que o diálogo é fundamental para lidar com os impactos da reforma tributária na arrecadação dos 78 municípios capixabas. “O Espírito Santo hoje tem, de fato, um desafio muito grande pela frente, e nós só vamos vencer isso através do debate. E é isso que nós precisamos fazer, e talvez isso não tenha sido feito na época correta”. 


Para Pazolini, a resposta para o problema é apostar no turismo, visto que o tributo passará a criar riqueza a partir do consumo. Segundo ele, foi por este motivo que foram feitos tantos investimentos na área na cidade de Vitória. 


“Quem quer governar tem que ter uma gestão centrada e uma visão republicana. Que bom que os outros municípios estão crescendo! Eu quero que o desenvolvimento chegue aos 78 municípios do Espírito Santo, mas é fundamental cuidar da arrecadação das receitas próprias", assinalou. 


O ex-chefe do Executivo municipal afirma que a arrecadação da Capital cresceu, resultado dos investimentos feitos. No entanto, acrescentou, o fundamental é “pensar o Espírito Santo daqui para a frente”.


“Nós vamos ter, a partir de 2032, o fim dos incentivos fiscais, e como a economia capixaba vai sobreviver? Essa é a grande pergunta. Nós não estamos vendo o investimento em turismo. Nós não estamos vendo o investimento nos modais rodoviários”.


Citando dados do ranking de Competitividade dos Municípios, em que Vitória ocupa o primeiro lugar, Pazolini defendeu que a cidade tem sustentabilidade para os próximos 20 anos porque se preparou para os impactos da reforma tributária. “Sentamos à mesa com o setor produtivo, com o ecossistema de negócios, e vimos que Vitória precisa investir no turismo”, defendeu. 


Ele complementou citando as potencialidades locais como exemplo, à frente da administração da Capital. “O que nós fizemos? Vitória de frente para o mar: o Canal de Camburi, a Ilha das Caieiras, a Grande São Pedro. Exatamente para termos o aquecimento do setor de serviços e o aquecimento da gastronomia, da culinária, para recebermos turistas. Se a tributação vai se dar pelo consumo, e se nós só temos 4 milhões de habitantes, nós precisamos atrair pessoas, e o que atrai gente é o turismo”, afirmou o ex-prefeito.


Para atrair investimentos, por sua vez, o candidato pontuou que é preciso ter estabilidade e segurança jurídica, atributos que, segundo ele, o Estado não apresenta neste momento, sobretudo em virtude do caso Apex.


“Nós estamos vendo agora, lamentavelmente, com muito respeito ao Espírito Santo... Os capixabas não mereciam passar por isso: nós temos um vexame em rede nacional. Como você vai convencer alguém a investir no Espírito Santo? Nós estamos vivendo um retrocesso social”, disse ele.


Ainda sobre o caso, o republicano defendeu investigações que podem “dar resposta à sociedade” e retomar a estabilidade. Ao mesmo tempo, disse que há indícios de supostos delitos que podem ter sido praticados. 


“Naturalmente, muita gente ficou no prejuízo, e tem uma consequência na área cível e na penal. Mas o importante é retomar a estabilidade”, concluiu.

Sabatinas

A terceira e última sabatina de A Gazeta e CBN Vitória com candidatos ao governo do Estado ocorrerá nesta quarta-feira (2), a partir das 10 horas, e terá como convidado Helder Salomão, que disputa a cadeira do Executivo capixaba pelo PT. A série de encontros foi aberta na segunda-feira (31), com o governador Ricardo Ferraço (MDB), que busca a reeleição, e seguiu nesta terça-feira (1º) com Pazolini.


As conversas são conduzidas pelo time de colunistas de A Gazeta — Abdo Filho, Leonel Ximenes, Letícia Gonçalves, Vilmara Fernandes e Vitor Vogas — e pela âncora da CBN Vitória, Fernanda Queiroz.


Pelas regras registradas no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), as entrevistas são feitas com os concorrentes que obtiveram pelo menos 5% de intenção de voto na pesquisa Quaest, divulgada na última quinta-feira (27)


Os dois candidatos que não atingiram a pontuação mínima para participar das sabatinas — Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP) — serão contemplados com entrevistas gravadas, de cinco minutos cada, que serão veiculadas na CBN Vitória e em A Gazeta na próxima semana, após o ciclo de sabatinas dos outros três candidatos.

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