Mergulhada em grave crise desde o começo de agosto, a Apex Partners, plataforma de investimentos fundada no Espírito Santo e com atuação em Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, entrou em uma fase de profunda revisão de sua estrutura. Vários membros da equipe (funcionários e associados) foram desligados nos últimos dias. A empresa confirma a reestruturação, mas não fala em números. O processo envolve revisão de estruturas e processos, reorganização e integração de áreas.
"A Apex Partners S/A iniciou nesta semana um processo de reestruturação administrativa para adequar sua estrutura ao atual momento da companhia e criar as condições necessárias para superar os desafios identificados nas últimas semanas. Cada decisão está sendo conduzida com responsabilidade e respeito às pessoas, reconhecendo a contribuição de profissionais que ajudaram a construir a trajetória da Apex ao longo dos últimos anos", confirmou a assessoria de imprensa da plataforma em nota encaminhada à coluna.
Famosa pela grandiloquência e pela eficiente publicidade de seus atos, a Apex Partners, diante dos acontecimentos das últimas semanas, se viu obrigada a rever os conceitos. Vários produtos da plataforma serão drasticamente mudados e outros simplesmente deixarão de existir.
No último dia 5 de agosto, Fernando Cinelli, sócio e idealizador da Apex, foi afastado da presidência da empresa acusado de "inconsistências financeiras, gestão temerária e má-fé" pelos seus colegas de sociedade. Em ação apresentada à Justiça para proteger o seu patrimônio enquanto entende o tamanho do problema em que se meteu, a Apex revelou um endividamento de quase R$ 1 bilhão.
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