As exportações de canéfora (conilon e robusta somados), em julho, chegaram a 851,2 mil sacas de 60 quilos. O maior volume desde agosto de 2025. Na comparação com julho de 2025 (461,6 mil sacas), expansão de 84,4%. No ano, foram embarcadas 3,387 milhões de sacas, um crescimento de 73,5% em relação aos sete primeiros meses de 2025. Os dados são do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Houve um atraso na colheita e os embarques estão acelerando mais tarde que o normal. O mesmo vai se dar com o arábica.
O Espírito Santo responde por algo perto de 70% da produção brasileira de canéforas. A notícia só não é melhor para os produtores porque o preço médio da saca de conilon vem caindo. Em janeiro, estava em US$ 259,48 a saca. Em julho, a média ficou em US$ 208,35. A receita cambial, em julho, ficou em US$ 177,3 milhões.
Outra notícia relevante para o Estado é a manutenção, em bom patamar, das exportações de café solúvel. O Espírito Santo tem um dos maiores parques produtores do Brasil. Em julho, foram 351,4 mil sacas de solúvel, mantendo a aceleração iniciada em fevereiro. O café solúvel, importante lembrar, foi muito afetado pelas tarifas norte-americanas. A coisa só começou a melhorar quando a Suprema Corte dos EUA derrubou o tarifaço do governo Donald Trump, em fevereiro. Os EUA anunciaram, recentemente, novas tarifas em cima do Brasil, mas o solúvel ficou de fora de todas elas.
Aliás, as vendas de café para os Estados Unidos voltaram a acelerar no primeiro semestre. Não estão no mesmo patamar de 2024, mas melhoraram em relação a 2025.
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