A CVC, maior agência de viagens do Brasil, anunciou, na noite desta quarta-feira (12), os seus resultados ao mercado. O prejuízo líquido da companhia mais do que triplicou no segundo trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025: R$ 51,3 milhões no negativo, neste ano, contra R$ 15,9 milhões em 2025. A receita líquida consolidada foi de R$ 319,5 milhões, queda de 6,5% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Mais uma péssima notícia para a Apex Partners.
A plataforma capixaba de investimentos, que enfrenta grave crise, capitaneou um fundo de investimento que possui 15,5% das ações da CVC. A Apex começou a comprar ações da CVC em 2023 e acelerou o movimento no decorrer de 2025, por meio de um fundo ligado à Carbyne, gestora de recursos da casa capixaba, o BRM Carbyne Voyage. A questão fundamental aqui é o modelo criado para atrair investidores para o fundo: o investidor ficaria com a valorização das ações caso elas subissem, mas receberia ao menos 100% do CDI (hoje em algo perto de 14% ao ano) se caíssem ou ficassem estagnadas. Em princípio, risco zero para o investidor, mas para a Apex...
No começo da tarde desta quinta, as ações caíam quase 9%, a R$ 1,23. Em um ano, a queda das ações da CVC é de 40%. O BRM Carbyne Voyage tem mais de 500 cotistas e R$ 63,5 milhões de patrimônio. No ano, a desvalorização da cota está em 63,9%.
Fernando Cinelli, presidente afastado da Apex, chegou a participar do conselho de administração da CVC, mas pediu renúncia do cargo na quinta-feira passada, quando a crise estourou. O investimento na CVC foi a gota d'água que levou os demais sócios da plataforma a pedirem o afastamento de Cinelli e do então diretor Financeiro, Eduardo Siqueira.
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