O primeiro óleo do campo de Wahoo, no extremo sul do litoral do Espírito Santo, foi retirado pela Prio em meados de março. Menos de cinco meses depois, todos os quatro poços de produção estão em operação (o último foi aberto em junho) e a capacidade máxima de exploração, de 40 mil barris de petróleo por dia, já foi atingida. De lá para cá, pelas contas da companhia, já foram pagos quase R$ 100 milhões a título de royalties para o Estado e para os municípios do Espírito Santo. O valor foi turbinado pelo aumento da cotação do petróleo no mundo, provocado pela guerra no Oriente Médio.
A petroleira investiu R$ 4,4 bilhões na estrutura. A operação do Espírito Santo está conectada a um navio-plataforma fundeado no campo de Frade, já no Rio de Janeiro. Em uma infraestrutura pioneira, a conexão entre os poços do Espírito Santo e Rio, que estão a 32 quilômetros um do outro, é feita por tubos.
"Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos até agora e com a nossa chegada ao Espírito Santo. Trouxemos uma operação inovadora, com a FPSO a mais de 30 quilômetros dos campos produtores. Importante dizer que grande parte desses tubos conectores, que por serem muito longos exigem enorme tecnologia, foi construída por fornecedores capixabas. Já atingimos nosso topo de produção e vamos fazer novos investimentos em Wahoo. Serão dois novos poços injetores, que melhorarão a eficiência e darão mais tempo de produção ao campo", explicou Emiliano Fernandes, diretor Jurídico e Institucional da Prio, que, nesta terça-feira (04), participou da abertura da MecShow, no Pavilhão de Carapina, feira voltada ao setor metalmecânico.
O executivo disse que o olhar da companhia é de longo prazo e que está observando novas oportunidades no Espírito Santo. "Só em Wahoo ficaremos até, pelo menos, 2049. Nosso investimento olha para o longo prazo e estamos sempre atentos a boas oportunidades".
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