A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou, nesta quinta-feira (30), a priorização do investimento no contorno ferroviário de Belo Horizonte no projeto de prorrogação do contrato da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), operada pela VLI. Trata-se de uma notícia valiosa para o Espírito Santo, afinal, este era um dos grandes pleitos do governo estadual e do setor produtivo capixaba no debate sobre a renovação da concessão. O objetivo é ampliar a eficiência do corredor Centro-Leste, formado por FCA e Estrada de Ferro Vitória-Minas e atrair mais cargas do Brasil Central para os portos do Espírito Santo.
O documento aprovado pela ANTT será encaminhado para o Tribunal de Contas da União, que dará a palavra final. Se sair do TCU da maneira como veio da ANTT, o investimento da casa de R$ 2 bilhões não precisará de gatilhos e estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para sair do papel, afinal, já estará em contrato.
"É um passo extraordinário para a infraestrutura do Espírito Santo como um todo. Ainda precisa passar pelo Tribunal de Contas da União, mas uma aprovação da ANTT tem o seu peso e é de grande valia. O Espírito Santo está recebendo alguns dos maiores investimentos portuários do Brasil, precisamos de eficiência ferroviária para alimentar todo este sistema que está sendo construído no litoral capixaba. O Contorno de Belo Horizonte terá melhor traçado, será moderno e dará mais velocidade para os trens, isso significa mais competitividade para a plataforma logística do Estado, afinal, FCA e Vitória-Minas, juntas, conectam os portos capixabas com a região Centro-Oeste, onde fica grande parte da produção do agronegócio brasileiro. Muito embora o investimento fique em Minas Gerais, é, sem dúvida, uma grande notícia para o Espírito Santo", comemorou o governador do Estado, Ricardo Ferraço.
O novo contorno, se aprovado pelo TCU, terá 99 quilômetros e irá de Vespasiano até Itabira. O projeto dará maior competitividade na atração de cargas do Noroeste de Minas (fronteira agrícola importante para a soja) e Leste de Goiás para os portos do Espírito Santo. Os estudos apontam para um incremento de 11 milhões de toneladas por ano até 2055. Até 2030, a ampliação será de 4,5 milhões de toneladas. Hoje, esta carga é transportada em milhares de caminhões, aumentando muito o custo logístico.
A costura até a inclusão da solicitação capixaba no relatório final da ANTT não foi simples. O processo, que havia sido concluído em abril, foi reaberto pela agência reguladora para atender novos pleitos do Ministério dos Transportes. Entre eles não estava o pleito capixaba. A inclusão do pedido capixaba entre as prioridades foi feita pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio.
A notícia é muito importante e boa, mas ainda falta o TCU. Com seguro morreu de velho, é bom o Espírito Santo não vacilar.
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