Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vilmara Fernandes

Ré por morte de ciclista no ES escala advogado de trânsito para defesa no júri

Julgamento será iniciado às 9 horas desta quarta-feira (5), no Fórum Criminal de Vitória; acidente aconteceu em 2022

Publicado em 05 de Agosto de 2026 às 03:30

Públicado em 

05 ago 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes
Atropelamento ciclista Camburi
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

A defesa da corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, acusada pela morte de uma ciclista em Camburi, Vitória, terá o apoio de um advogado especialista em trânsito no júri popular, marcado para começar às 9 horas desta quarta-feira (5).


Adriana responde por homicídio com as qualificadoras de perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de embriaguez ao volante, conforme decisão da 1ª Vara Criminal de Vitória. A vítima é a modelo e ciclista Luísa da Silva Lopes, de 25 anos


Segundo o advogado Jamilson Monteiro dos Santos, que representa a corretora, o reforço tem como objetivo enfrentar a principal tese do Ministério Público do Espírito Santo (MPES): a de dolo eventual, na qual se sustenta que Adriana assumiu o risco de matar.


Atuará ao lado de Jamilson o criminalista Fábio Marçal. “Nós o convidamos pela experiência dele em casos semelhantes. Entendemos que o MP promove uma banalização do instituto do dolo eventual”, afirmou Santos.


Quer receber as notícias publicadas pela coluna pelo WhatsApp? Então clique neste link


Marçal acrescenta que a defesa pretende provar aos jurados a ausência de dolo eventual, sustentando que essa  tipificação não pode ser configurada apenas pelo uso de álcool.


“Não podemos banalizar o dolo eventual, que exige o desprezo pelo resultado, o que não ocorreu com a Adriana. Trata-se de homicídio culposo sob efeito de álcool, e é por ele que ela tem que responder. Não se pode instituir a vingança”, destacou Marçal.


Júri


A sessão do júri popular será realizada no Fórum Criminal de Vitória, quatro anos após a morte de Luísa. Nove testemunhas vão prestar depoimento e haverá ainda o interrogatório da ré. A expectativa é de que a sessão seja concluída na quinta-feira (6).


De acordo com a denúncia do MP, Adriana seguia em direção a Serra e trafegava em velocidade média de 72 km/hora na Avenida Dante Michelini, onde o limite máximo permitido é de 60 km/h.


O documento aponta que a corretora apresentava sinais de estar sob efeito de álcool e medicamentos controlados quando atingiu a jovem, no bairro Jardim da Penha, no momento em que a vítima iniciava a travessia na faixa de pedestres.


Com o impacto, Luísa foi projetada a uma distância de 40 metros. Vídeo abaixo mostra o momento em que o acidente ocorreu.


O Ministério Público reforçou na acusação que a motorista assumiu o risco do resultado morte e demonstrou desprezo pela vida humana.


Pouco após o acidente, Adriana foi filmada conversando com um policial militar durante os procedimentos de registro da ocorrência, momento em que, ao ser questionada, ela informou que não faria o teste do bafômetro. Ela foi presa, na ocasião, e liberada, posteriormente, com o pagamento de R$ 3 mil de fiança.


MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

Ré por morte de ciclista no ES escala advogado de trânsito para defesa no júri

ES registra alta em crimes de racismo, homofobia e transfobia

Arquivo do TJES teve três incêndios antes de ser destruído pelo fogo

Vilmara Fernandes

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes

Aqui você encontra conteúdos exclusivos sobre segurança, justiça e cidadania, com informações que impactam a vida das pessoas e da cidade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O senador Magno Malta e sua filha, Maguinha Malta, durante a Convenção Estadual do PL
Quem é o homem que tem os ouvidos de Lorenzo Pazolini
redes sociais; comunicação; marketing; omnichannel
Nós somos verdadeiros caçadores de intenções
Imagem de destaque
A revolução da produtividade: o Brasil precisa aprender a criar riqueza

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados