Os sócios da Apex Partners decidiram que vão acionar Fernando Kulnig Cinelli, presidente afastado da empresa, na Justiça. O objetivo deles é responsabilizá-lo por "gestão temerária e má-fé". Os advogados da Apex vão requerer o bloqueio de seus bens preventivamente. "As providências são resultado de um rigoroso processo de apuração interna conduzido pela própria Apex, que identificou inconsistências financeiras. Assim que foram constatadas, a companhia iniciou uma série de medidas para preservar suas operações e aprofundar o esclarecimento dos fatos. Uma das medidas adotadas foi o afastamento imediato dos executivos que ocupavam a Presidência e a Diretoria Financeira", informa a plataforma de investimentos capixaba.
Estão em andamento as providências para a contratação de uma auditoria externa e independente, que terá como objetivo dimensionar os impactos das inconsistências identificadas e aprofundar a apuração dos fatos. "A Apex Partners seguirá conduzindo esse processo com transparência, responsabilidade e respeito a todos os envolvidos. A prioridade da companhia neste momento é esclarecer integralmente os fatos, preservar a continuidade de suas operações e proteger o presente e o futuro de um negócio que, ao longo de 13 anos, construiu uma trajetória relevante para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a projeção do Espírito Santo", finaliza a companhia.
A crise foi deflagrada a partir de uma investigação interna que identificou inconsistências financeiras. Na quinta-feira (06), o que já vinha fervendo internamente foi tornado público, com o afastamento de Cinelli do comando da empresa e de Eduardo Siqueira da diretoria Financeira. Cinelli, que também era membro do conselho de administração da CVC, renunciou ao cargo.
A decisão de ir ao Judiciário buscar reparação mostra que o buraco da crise na Apex é bem mais embaixo.
Fernando Cinelli foi procurado pela coluna, mas, até agora, não deu retorno.
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