“Com certeza absoluta." Essa foi a resposta de Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato ao governo do Espírito Santo nas Eleições 2026, ao ser perguntado se vai cortar cargos comissionados caso seja eleito governador do Estado.
“Como fizemos na Prefeitura de Vitória, também vamos extinguir cargos comissionados”, afirmou o ex-prefeito de Vitória, durante a sabatina de A Gazeta e CBN Vitória, nesta terça-feira (1º).
Nós temos muita gente que não entrega nada, que não entrega políticas públicas, pessoas que infelizmente estão lá por arranjos políticos
Lorenzo Pazolini, ex-prefeito de Vitória e candidato a governador do ES
Segundo o candidato, o choque de gestão é um “compromisso com os capixabas”, “com a governança, com a ética”. O candidato disse, ainda, que bonificará servidores efetivos por metas alcançadas.
Durante a sabatina, o ex-prefeito salientou que, sob seu comando, Vitória extinguiu 50% dos cargos comissionados, o que teria resultado em uma economia de R$ 150 milhões. “Não dá para ter cabide de emprego”, opinou.
O republicano acrescentou que, enquanto sua gestão “reduziu os cargos comissionados e valorizou o servidor efetivo", o governo do Estado foi por outro caminho. "Elevou exponencialmente o número de cargos comissionados. "[Houve] mais de 10%, 15% de aumento no número de cargos em comissão, e isso não é boa gestão."
Quem quiser trabalhar continua. Quem só aparecer na folha de pagamento não fará parte
Lorenzo Pazolini, ex-prefeito de Vitória e candidato a governador do ES
A fala de Pazolini sobre os servidores foi em resposta às perguntas da colunista de A Gazeta Letícia Gonçalves e da âncora da CBN Vitória, Fernanda Queiroz. As indagações eram sobre as propostas do candidato sobre a inclusão de metas e bonificações para o funcionalismo.
O candidato disse que a intenção é estender para o Estado o que foi feito na Capital, a fim de dar uma resposta rápida à população, com uma gestão mais dinâmica. Segundo Pazolini, durante sua administração na Prefeitura de Vitória, o servidor municipal teve um aumento de 47%, com a Guarda Municipal recebendo um reajuste superior a 100%.
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“Mas, além do aumento para esses servidores, nós estabelecemos metas. E não é a pessoa, é a categoria que bate a meta. Por exemplo: melhorou a educação, melhorou o atendimento da saúde, diminuiu o tempo resposta no atendimento, mais pessoas foram atendidas, aumentou a produtividade: o servidor passa a ter direito a uma bonificação”, detalhou.
Ele defendeu que as metas e bonificações são “para estimular os servidores a terem um resultado ainda melhor”. E que os recursos para garantir tais bonificações viriam, exatamente, do corte no número de comissionados. No entanto, o republicano não exemplificou de que forma o corte garantiria a bonificação das metas.
“Você tem a rubrica orçamentária, que é da remuneração, do salário do servidor, e você vai ter um plus. Ou seja, sempre você vai crescer, melhorar, acrescer. Jamais retirar. Você tem o salário normal, os reajustes lineares, tem a recomposição salarial, e tem o plus quando ele [servidor] bate a meta”, resume.
Lorenzo Pazolini foi o segundo de três candidatos a governador a participar da sabatina de A Gazeta e CBN Vitória. O próximo encontro será com o candidato Helder Salomão (PT), nesta quarta-feira (2), a partir das 10 horas, com duração de uma hora. A série de entrevistas teve início na segunda (31) e teve como convidado o governador Ricardo Ferraço (MDB), que disputa a reeleição.
A conversa é conduzida pelo time colunistas do site — Abdo Filho, Leonel Ximenes, Letícia Gonçalves, Vilmara Fernandes e Vitor Vogas — e a âncora da rádio, Fernanda Queiroz.