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Bolsonaro critica governadores por não aderir a escolas cívico-militares

Em evento de lançamento da pedra fundamental de uma escola cívico-militar de São Paulo, o presidente acusou os governadores que não se inscreveram no programa de usarem razões "político-partidárias" para não participar do projeto

Publicado em 04/02/2020 às 17h12
Modelo de escola militar: apesar de o Governo do Estado não aderir, dois municípios capixabas vão abrir escolas geridas por militares. Crédito: Divulgação/Governo de Tocantins
Modelo de escola militar: apesar de o Governo do Estado não aderir, dois municípios capixabas vão abrir escolas geridas por militares. Crédito: Divulgação/Governo de Tocantins

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou na última segunda-feira (3) os governadores que não aderiram ao programa do Ministério da Educação (MEC) para a implementação das escolas cívico-militares nos Estados. Em setembro, o Governo Federal colocou as Forças Armadas à disposição de Estados e municípios que quisessem usar militares para a gestão das escolas. No Sudeste não aderiram ao projeto o Rio de Janeiro, governado por Wilson Witzel (PSC), e o Espírito Santo, comandado por Renato Casagrande (PSB).

As declarações foram feitas após um evento do lançamento da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo. Bolsonaro direcionou suas críticas a governantes do Nordeste, mas não deixou de citar, sem dizer nomes, os chefes do Executivo no Sudeste que não aceitaram o modelo proposto.

“Para eles (governadores), a educação vai indo muito bem, formando militantes e desinformando, lamentavelmente. Aqui no Sudeste também tivemos dois governadores que não aceitara. A questão político partidária não pode estar à frente da necessidade de um país”, comentou, de acordo com o jornal Valor Econômico.

Apesar do Estado não ter se inscrito no programa, os municípios de Viana e de Montanha terem anunciado que vão utilizar o modelo em escolas municipais.

Bolsonaro alegou que as escolas militares são “comprovadamente de qualidade” e disse que haverá “espaço para todos”, mas pediu que o critério adotado para o ingresso seja o da meritocracia, “porque somos todos iguais”.

“Vocês serão cobrados o tempo todo por resultados. Às vezes, é chato estudar, mas é para o bem de vocês. Aqueles que têm uma escola de qualidade, têm sim o futuro garantido”, discursou. Para Bolsonaro, o modelo proposto pode ajudar o país a subir no ranking mundial. Dados do último Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostram que a aprendizagem dos estudantes brasileiros ficou estagnada em 2018.

Com informações do jornal Valor Econômico.

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