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São Mateus: médico suspeito de abusar de pacientes é transferido de presídio

O ginecologista Gedison Luis Gonçalves foi transferido de presídio em São Mateus para o Centro de Detenção Provisória de Viana 2. Ele nega os abusos denunciados pelas mulheres

Colatina / Rede Gazeta
Publicado em 09/08/2021 às 20h50
Gedison Luis Gonçalves, médico preso em São Mateus
Gedison Luis Gonçalves, médico preso em São Mateus. Crédito: Reprodução | Internet

Preso na última sexta-feira (6) suspeito de abusar de pacientes em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, o ginecologista Gedison Luis Gonçalves foi transferido de presídio. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Viana 2.

O médico foi preso em cumprimento de mandado de prisão preventiva, quando saía de casa para trabalhar na última sexta, e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de São Mateus (CDPSM). Em depoimento à polícia, o médico negou as acusações.

Segundo a delegada Gabriella Zaché, responsável pelas investigações, três mulheres, que não se conhecem, já foram ouvidas pela polícia. Elas contaram que os assédios teriam ocorrido em consultas realizadas entre os anos de 2019 e 2021. Ainda segundo a delegada, os relatos das vítimas são muito semelhantes e o número de mulheres pode aumentar.

Uma delas foi ouvida pela reportagem da TV Gazeta Norte e relatou que, em uma consulta, Gedison chegou a passar a língua nos seios dela. "Ele tirou a máscara e passou a língua nos meus seios. Eu coloquei o braço nos seios e ele passou a língua nas minhas partes íntimas", contou. (Relembre o relato)

Segundo a advogada Penelope Hemerly, que acompanha algumas dessas mulheres, pelo menos mais cinco vítimas prestaram depoimento relatando abusos. Elas foram ouvidas nesta segunda-feira (9).

Mais cedo, a reportagem de A Gazeta conversou com uma delas que afirmou que o fato ocorreu em 2019, quando estava grávida de oito meses. A mulher, que pediu para não ser identificada, afirmou que o abuso ocorreu em uma consulta de pré-natal, em um dia que ela não estava acompanhada do seu ex-marido.

“Eu cheguei no consultório dele e deitei na maca, para fazer o ultrassom do meu filho. Eu estava com oito meses de gravidez. Só que eu sempre ia acompanhada. Ele começou a perguntar da minha libido, se eu tinha orgasmos, e ficou perguntando se eu sabia onde ficava o ponto G, insistindo, isso com a mão dentro de mim”, relata.

"Ele começou a me masturbar, sem o meu consentimento. Na hora, eu fiquei imóvel, sem saber o que fazer. Perguntou se eu estava gostando e tirou a mão de dentro de mim, rindo, achando engraçado", contou.

A delegada informou ainda que podem existir mais vítimas deste médico. “Se mais alguma vítima tiver passado por situação semelhante, orientamos que procure a nossa Delegacia e também formalize o registro, para que os novos fatos sejam incluídos nesta investigação”, orientou a delegada.

DEFESA DO MÉDICO

O advogado que respondia pela defesa de Gedison até a semana passada afirmou, na manhã desta segunda-feira (9), que deixou o caso. A reportagem tentou, sem sucesso, localizar os novos responsáveis pela defesa do médico. Este texto será atualizado quando houver um posicionamento.

O QUE DIZ O CRM-ES

Também procurado na manhã desta segunda-feira, o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) afirmou que vai abrir sindicância para apurar o ocorrido, como já havia dito na sexta-feira. A entidade afirmou que está reunindo informações para abertura do procedimento.

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