O governador Ricardo Ferraço (MDB) definiu a nova cúpula da Polícia Civil no Espírito Santo. Após anunciar, na última segunda-feira (6), Jordano Bruno Gasperazzo Leite como delegado-geral, o chefe do Executivo estadual oficializou a decisão nesta quinta-feira (9), no Diário Oficial do Estado, e definiu Fabrício Araújo Dutra para o cargo de delegado-geral adjunto.
Fabrício Araújo Dutra, por sua vez, atuou no Grupo de Operações Táticas da Polícia Civil, foi titular da Superintendência de Polícia Regional Norte (SPRN) e atuava na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
José Lopes Pereira, que atuava como delegado-geral adjunto, foi desligado da função. Ele foi indiciado com outras seis pessoas pela Corregedoria da Polícia Civil por uso ilegal de dados sigilosos.
As mudanças ocorrem em um momento em que a Polícia Civil ganhou destaque nacional. Reportagens recentes revelaram que a Corregedoria levou nove anos para apurar o envolvimento de policiais do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) em um esquema de associação com criminosos e reintrodução de drogas no mercado ilegal.
O então delegado José Darcy Arruda, que pediu demissão do comando da corporação por motivos de saúde, foi denunciado à Polícia Federal por suspeita de coação à testemunha. A notícia-crime foi apresentada pelo delegado Alberto Roque Peres, que prestou depoimento numa investigação federal, conforme apurado pela colunista Vilmara Fernandes.
Além da denúncia, Arruda também enfrentou outro embate interno recente, como o travado com o delegado Romualdo Gianordoli Neto, ex-subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, que o processou após uma troca de acusações por meio das redes sociais.