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Polícia conclui inquérito contra acusado de arrastar cachorro até a morte

De acordo com o delegado Leonardo Malacarne, o acusado Manoel Batista dos Santos Júnior foi indiciado por maus-tratos, com o agravante do animal ter morrido

Linhares / Rede Gazeta
Publicado em 16/10/2020 às 18h34
Manoel Batista Junior
Manoel Batista Junior foi indiciado por maus-tratos, com o agravante do animal ter morrido. Crédito: TV Gazeta Norte

A Polícia Civil concluiu o inquérito de investigação contra o homem de 32 anos que amarrou um cachorro em um carro e arrastou o animal até a morte. O caso aconteceu na cidade de Jaguaré, no Norte do Estado, na última segunda-feira (12). De acordo com o delegado Leonardo Malacarne, titular da Delegacia Regional de São Mateus, o acusado Manoel Batista dos Santos Júnior foi indiciado por maus-tratos, com o agravante do animal ter morrido.

Segundo o delegado, o homem continua preso no Centro de Detenção Provisória de São Mateus. Manoel Batista dos Santos Júnior pode ser condenado de 2 a 5 anos de prisão. Com as investigações encerradas, o inquérito foi encaminhado para a Justiça.

“Em todos os crimes que a gente apura, quando há a participação popular, com esse engajamento que teve, com essa comoção, sempre as investigações são muito melhor realizadas e o inquérito é sempre concluído mais rapidamente”, disse o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o autor do crime afirmou que mora na cidade de São Mateus, e chegou à cidade no último sábado (10). No depoimento, ele relatou que na noite dessa segunda-feira (12) saiu da casa onde estava e viu o cachorro em frente ao veículo que ele costuma usar, de propriedade da mãe do acusado. Manoel reafirmou à polícia que, aparentemente, o animal estava doente "como se estivesse agonizando ou com fome". Diante dessa situação, disse em depoimento que seria melhor sacrificar o cachorro.

Ele pegou uma corda de varal que tinha no veículo para amarrar o animal ao para-choque traseiro do carro. Segundo o acusado, ele arrastou o cão por cerca de 100 metros. Logo depois desamarrou o cachorro, deixando-o do lado do meio-fio. Depois do crime, ele retornou à casa dos amigos.

À polícia, Manoel disse ainda que não é usuário de drogas e que toma remédio controlado para tratamento de bipolaridade. Após depoimento e autuação em flagrante, ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de São Mateus. O acusado teve a prisão provisória convertida em prisão preventiva na última quarta-feira (14).

CRIME FOI FLAGRADO POR CÂMERAS

O crime aconteceu na noite de segunda-feira (12) e foi flagrado por câmeras de segurança na Rua Terezinha de Prá Trevisan, no Centro de Jaguaré. Nas imagens que mostram a ação, é possível ver o carro passando em alta velocidade com o animal amarrado por uma corda na parte traseira.

As imagens mostram quando o veículo modelo Honda HR-V, de cor prata, de placas PPO 4635, estaciona em frente a uma residência. Na sequência, o motorista sai do automóvel para conferir se o animal arrastado estava morto. O condutor salta sobre o animal, vai em direção à porta do carona e pega um objeto para cortar a corda que estava amarrada no pescoço do cão.

Após cortar a corda que prendia o cachorro ao carro, o motorista retorna ao veículo, pula novamente por cima do animal e assume a direção, deixando para trás o cão morto no meio da rua.

CACHORRO ERA CONHECIDO NO CENTRO DA CIDADE

A Associação Amigos de Pelo, grupo de voluntários que atua na proteção de animais abandonados em Jaguaré, foi quem registrou a ocorrência na polícia. A presidente da entidade, Suely Izabel Dalvi, destacou que o cão vivia nas ruas do município e era conhecido por algumas pessoas que transitavam pelo Centro. “Ele era conhecido, mas não tinha nome. São vários cachorros na mesma situação”, disse ela, emocionada. Suely Izabel Dalvi, destacou que voluntários tinham a iniciativa de disponibilizar água e ração para os animais que viviam nas ruas se alimentarem e todos os dias o cachorro era visto comendo.

Animal foi arrastado até a morte em Jaguaré
Animal foi arrastado até a morte em Jaguaré . Crédito: Priscila Rios

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