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Publicado em 5 de março de 2026 às 08:13
Policiais foram às ruas na manhã desta quinta-feira (5) para cumprir mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa suspeita de atuar no furto de motocicletas na Serra, na Grande Vitória. Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo seria chefiado pelo soldado da Polícia Militar Marcelo Ramos Araújo, que já está preso após agredir a esposa, também da corporação, durante o Carnaval deste ano. >
A ação foi batizada de Operação Mácula e resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nos bairros Barcelona, Porto Canoa, Enseada de Jacaraípe, Laranjeiras e Praia de Capuba, todos no município da Serra.>
As investigações tiveram início em 2024, após a prisão em flagrante de um jovem de 18 anos suspeito de receptação. A partir da análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos, os investigadores identificaram que ele faria parte de uma organização criminosa voltada ao furto de motocicletas no município.>
"Operação Mácula" mira grupo especializado em furtos e roubos de motocicletas
O nome da operação faz referência ao termo “mácula”, que significa mancha ou desonra, simbolizando a conduta de agentes que, ao se envolverem em práticas criminosas, acabam manchando a farda e a imagem das instituições de segurança pública.>
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Participam da operação policiais civis da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DRFV) e equipes da Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES).>
Marcelo, de 32 anos, agrediu a mulher, também soldado, e outros policiais durante uma confusão no estacionamento de um atacarejo no bairro Jardim Camburi, em Vitória, no último dia 21. A vítima, de 26 anos, estava dentro de um carro, de onde foi retirada à força pelas pernas e caiu de costas no chão. Depois, ainda levou um tapa no rosto até que outras pessoas chegassem para conter o agressor. >
"Ao tentar intervir na situação, foi dada ordem de parada ao soldado Marcelo, que se encontrava extremamente alterado, demonstrando elevado desrespeito para com a guarnição de serviço, empurrando os militares na tentativa de continuar agredindo a soldado", detalhava um trecho do boletim de ocorrência da Polícia Militar.>
Como o PM não continha a agressividade, foi usado bastão e spray de pimenta contra ele. Nesse momento, ainda segundo a ocorrência, Marcelo xingou os militares de serviço e os ameaçou de morte. Então, foi dada voz de prisão ao soldado.>
"Ao ser novamente cientificado da ordem de prisão e durante a tentativa de algemação, o soldado Marcelo desferiu um soco no rosto de um sargento, quebrando os óculos do graduado. Foi necessário o emprego de técnicas de imobilização para cessar nova injusta agressão, sendo o militar contido por quatro policiais. Em razão da contenção, o soldado Marcelo apresentou escoriações no rosto e no corpo, por estar sem camisa", descreveu a PM, no boletim de ocorrência.>
A colunista de A Gazeta Vilmara Fernandes adiantou, no dia 25 de fevereiro, que a Corregedoria da Polícia Militar havia pedido uma nova prisão preventiva para o soldado Marcelo, apontando que ele teria cometido crimes militares — além de agredir a esposa.>
De acordo com o órgão corregedor, além de agressões físicas, o soldado teria feito ameaças contra os militares que atendiam a ocorrência, um deles seu superior hierárquico, declarando: “Vocês vão se f*der, seus recrutas, eu vou matar vocês". >
“Ao ser cientificado da voz de prisão, desferiu um soco no rosto do CPU (sargento), quebrando seus óculos, sendo necessária a contenção por quatro policiais militares, com uso progressivo da força”, informa representação encaminhada à Justiça Militar. O documento cita que houve a prática de violência e ameaça praticada contra militares em serviço. Entre os crimes identificados estão: >
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