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Cobra US$ 30 mil

PF investiga dupla que promove migração ilegal do ES para os EUA

A Polícia Federal informou que eles chegavam a cobrar US$ 30 mil pelos serviços; nesta sexta (24), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Fundão

Publicado em 24 de Setembro de 2021 às 07:46

Daniel Pasti

Publicado em 

24 set 2021 às 07:46
A Polícia Federal investiga casos de contrabando de migrantes no Espírito Santo
Migrantes ilegais foram encontradas em condições precárias em uma casa de Fundão Crédito: Divulgação/PF
Duas pessoas estão sendo investigadas pela Polícia Federal por promover migração ilegal de pessoas para os Estados Unidos. Segundo a polícia, eles chegavam a cobrar 30 mil dólares por pessoa pelos serviços que garantiriam a entrada em solo americano através da fronteira com o México.
Nesta sexta-feira (24), foram cumpridos mandados de busca e apreensão no município de Fundão que, segundo a polícia, servirão como provas para a conclusão das investigações. No local, foram encontradas dez pessoas, sendo sete adultos e três crianças, em condições precárias. Eles chegavam a dormir em barracas de acampamento. O delegado Ivo Roberto Costa, da equipe de combate ao Crime Organizado da Polícia Federal do Espírito Santo, explicou que a casa estava alugada pelos criminosos há cerca de 3 meses.
"A Polícia Federal recebeu uma denúncia sobre essa residência que vinha sendo utilizada para abrigar pessoas que viriam ao estado do Espírito Santo aguardar o momento adequado para iniciar sua viagem na tentativa de ingressar ilegalmente nos Estados Unidos. A casa já vinha sendo utilizada por essa organização criminosa há cerca de dois a três meses. Em julho eles iniciaram o contrato de locação e, por lá, passaram pessoas que desejavam realizar essa viagem na tentativa de ingressar ilegalmente nos Estados Unidos", disse, em entrevista à TV Gazeta.
A polícia acredita que o local servia como um ponto de espera, onde as pessoas que iriam entrar ilegalmente nos EUA permaneciam até que fosse concluída a preparação de documentos, compra de passagens e demais arranjos para a entrada irregular no país. Além disso, segundo o delegado, os criminosos faziam uma espécie de aluguel de crianças para garantir uma permanência maior dos migrantes em território norte americano.
"Os coiotes têm essa informação de que, para famílias, o procedimento legal nos Estados Unidos para deportação é um pouco mais complicado, o que, a princípio, daria a eles uma oportunidade de permanecer em solo americano. Em razão disso, eles tentam criar famílias fraudulentas. Eles emprestam crianças para pessoas que, na verdade, não são os verdadeiros genitores, falsificam a documentação e fazem com que essas pessoas viajem juntas e ingressem em território americano como uma verdadeira família", detalhou.
As dez pessoas encontradas no local foram ouvidas pela Polícia Federal e, depois, liberadas. Segundo a corporação, eles confirmaram as suspeitas levantadas durante as investigações. De acordo com a PF, das duas pessoas investigadas, uma já foi indiciada e presa — pelo mesmo crime — pelo Grupo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes da Polícia Federal de Minas Gerais.

ENFERMEIRA BRASILEIRA MORREU TENTANDO CRUZAR FRONTEIRA

No início deste mês, o caso da enfermeira Lenilda dos Santos, de 49 anos, veio à tona. Ela morreu tentando cruzar a fronteira do México com os Estado Unidos de forma ilegal. De acordo com familiares de Lenilda, ela teria sido abandonada pelo grupo depois de passar mal durante a caminhada.
O jornal Folha de São Paulo teve acesso a mensagens de voz enviadas por Lenilda a familiares durante a travessia. “Eu dormi aqui, eu não aguentei, eu tô sozinha. Mas eles estão vindo me buscar. Eu tô chegando, falta um pouquinho só para eu chegar. Eu não aguentei”, disse a enfermeira nos áudios.
Lenilda decidiu tentar cruzar a fronteira de forma ilegal depois de adquirir uma dívida e não conseguir pagar as mensalidades das faculdades das filhas. Ela já havia morado nos EUA no início dos anos 2000 e decidiu voltar ao país à procura de melhores condições de vida.
*Com informações da Folha de São Paulo

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