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PF desarticula quadrilha internacional de tráfico de drogas e cumpre mandados no ES

Cocaína comprada no Peru e na Bolívia era transportada para a Europa de avião; mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos no ES nesta quarta

Tempo de leitura: 2min
Vitória
Publicado em 06/07/2022 às 11h59
Criminosos transportavam cocaína para a Europa em aviões
Criminosos transportavam cocaína para a Europa em aviões. Crédito: Divulgação/PF

Polícia Federal cumpriu mandados de prisão temporários e de busca e apreensão no Espírito Santo, nesta quarta-feira (6), como parte da operação Catapro, que visa a desarticular uma organização criminosa responsável por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando. Conforme a polícia, o líder da quadrilha era um ex-major da polícia militar do Mato Grosso do Sul, preso em junho, durante uma ação de cooperação policial internacional.

A investigação da Polícia Federal identificou que eram utilizados aviões para transportar cocaína comprada no Peru e na Bolívia para a Europa, usando o estado do Mato Grosso do Sul como entreposto. Foram apreendidas duas toneladas de cocaína e R$ 40 milhões em patrimônios foram interceptados.

Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão temporária no Espírito Santo, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Rondônia e Tocantins.

Além da Catapro, a polícia também deflagrou a operação The Fallen, que tem o mesmo objetivo e cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de Pernambuco, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia.

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2020, depois de identificarem a importação suspeita de peças de aeronaves portuguesas por uma empresa de Recife, capital do Pernambuco, que entraram no Brasil pelo porto de Itajaí, em Santa Catarina.

"Após apurações conjuntas entre a PF, a Receita Federal e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), foi constatado um esquema de contrabando de peças de aeronaves para o país para a utilização por narcotraficantes em atuação na fronteira", destacou a corporação.

A polícia completou dizendo que ainda está apurando a possibilidade de o grupo praticar o crime de lavagem de dinheiro. A PF explicou que os criminosos utilizavam empresas de fachada para movimentar dinheiro no Brasil. 

"Além disso, eram usadas empresas com sede no exterior para viabilizar a compra de aeronaves fora do Brasil, as quais serviam à organização criminosa investigada e também eram cedidas para outros grupos criminosos", completou a polícia.

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