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Organização criminosa que agia há anos dentro de mineradora é presa no ES

Organização criminosa que agia há anos dentro de mineradora é presa no ES

Segundo a Polícia Civil, os indivíduos são suspeitos de realizarem furtos e roubos dentro da empresa situada em Vitória, além de receptação

Publicado em 21 de setembro de 2022 às 19:15

 - Atualizado há 3 anos

A Polícia Civil prendeu cinco homens suspeitos de serem integrantes de uma organização criminosa que agia dentro da mineradora Vale, localizada no bairro Jardim Camburi, em Vitória. Até o momento, o prejuízo calculado pela companhia, segundo a polícia, ultrapassa o valor de R$ 75 milhões.

As prisões foram realizadas durante três operações deflagradas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) desde o início do mês de setembro. Os indivíduos agiam há anos e são apontados por realizarem furtos e roubos dentro da empresa, além de receptação.

Materiais foram apreendidos com organização criminosa que causou prejuízo à Vale por Divulgação | Polícia Civil

Com os suspeitos, segundo a Polícia, foram apreendidos dois carros de luxo, R$ 10 mil em espécie e recuperados grande quantidade dos objetos furtados/roubados avaliados em mais de R$ 500 mil.

MATERIAIS ROUBADOS

Todos os objetos furtados e roubados (fios, ferramentas, ferro e uma bobina avaliada em R$ 1,7 milhão) eram levados para um terreno na Serra alugado pelo grupo. Em uma ida ao local no dia 14 de setembro, a polícia chegou a trocar tiros com o homem que depois veio a ser preso.

FUNCIONÁRIOS DE EMPRESA TERCEIRIZADA

Dos cinco presos, três eram funcionários de uma empresa terceirizada responsável por pintura na Vale. Essa empresa tinha permissão para entrar com caminhões na multinacional, mas a autorização era dada pelo gerente (preso) da empresa. Ele acabava facilitando furtos e roubos.

Prisões:

  • Gerente da terceirizada; 
  • 2 funcionários da terceirizada; 
  • 1 homem responsável pelos furtos (não trabalhava na empresa); 
  • Chefe de ferro-velho de Vila Velha (recebia objetos).

As investigações apontaram que o gerente tinha informações privilegiadas sobre dias e horários menos vigiados, por isso conseguia entrar na unidade. A investigação da PC durou seis meses, desde que a segurança empresarial da Vale desconfiou da entrada e saída dessas pessoas. A polícia ainda vai concluir se os responsáveis pela terceirizada sabiam do cometimento dos crimes

O QUE DIZ A VALE

Procurada pela reportagem, a Vale informou que "colabora com as autoridades, prestando as informações necessárias e requisitadas".

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