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Operação da polícia do RJ contra furto de petróleo tem alvos no ES

Operação da polícia do RJ contra furto de petróleo tem alvos no ES

Investigação mostrou que criminosos faziam perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro na Baixada Fluminense

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 10:02

Veículo da Polícia Civil do Rio de Janeiro Crédito: Polícia Civil RJ

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizam, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Haras do Crime, contra o furto de petróleo por meio de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro. A ação busca cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

A operação tem como objetivo capturar os principais integrantes da organização criminosa e apreender provas materiais e documentais do esquema, além de garantir a interrupção imediata das atividades ilegais. De acordo com as investigações, o grupo possui uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual, focado na prática reiterada de subtração ilícita de petróleo de oleodutos.

Como os furtos aconteciam

Segundo a Polícia Civil fluminense, o modus operandi identificado pela investigação demonstrou a existência de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque e, assim, era concretizado o transporte clandestino do produto por rotas interestaduais. Por fim, o insumo era comercializado mediante a notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas fachadas.

Ainda conforme apurado pela corporação, foram comprovadas tentativas de intimidação reiteradas de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados na prática.

A Polícia Civil destacou que, durante a investigação, foi identificado que o núcleo operacional da organização criminosa também foi escolhido de forma estratégica. O endereço é situado em uma fazenda no município de Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. Segundo a corporação, o local pertence a uma família de contraventores, o que levou a dificuldade de fiscalização na localidade.

Após diversos trabalhos de inteligência, como coleta de depoimentos, arrecadação de provas materiais e análise de documentação, agentes conseguiram comprovar o crime e identificar os indivíduos responsáveis pelo esquema. Segundo os policiais, os investigados também constam como réus em outros processos.

Além de impedir o furto, a operação ainda busca impedir que a perfuração indevida de oleodutos cause danos ao meio ambiente, devido ao risco de vazamentos de grandes proporções, contaminação de corpos hídricos e ameaça direta à segurança de populações inteiras.

*Texto em atualização

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