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Violência

Motorista de aplicativo tem carro apedrejado e é agredido em Vitória

A vítima afirma que as agressões aconteceram após ele cancelar uma corrida entre os bairros Santos Dumont e Bonfim, na Capital

Publicado em 22 de Setembro de 2020 às 17:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 set 2020 às 17:00
Veículo é apedrejado em Vitória
Veículo é apedrejado em Vitória Crédito: Leandro Tedesco
Um motorista de aplicativo, de 41 anos, foi alvo de um ataque no início da tarde desta terça-feira (22), após finalizar uma corrida no bairro Santos Dumont, na Capital. Após cancelar a próxima viagem para o Bonfim, também em Vitória, ele afirma que teve o carro apedrejado e foi agredido por dois homens.
Segundo relato da vítima, ele estava deixando uma passageira em Santos Dumont e tinha aceitado a próxima corrida, ainda sem saber para aonde iria. No caminho, observou que o local onde pegaria os novos passageiros era um beco, conhecido pelo tráfico de drogas. Neste momento, o motorista optou por cancelar o percurso, descer direto na ladeira e ir embora.
"Peguei uma passageira na pracinha de Jucutuquara para levar em Santos Dumont. Quando estava chegando, recebi outra chamada pelo aplicativo. Quando encerrei a viagem dela, vi onde era, era pertinho, um beco onde tem droga. Vi dois rapazes e decidi passar direto, até porque a viagem seria de Santos Dumont para o morro Bonfim, um do lado do outro. Em seguida, na descida, tinha um carro na minha frente, parei. Já tinha cancelado a viagem deles. O celular tocou de novo, aceitei e ouvi um barulho alto", contou.
Inicialmente o motorista pensou que se tratava de uma batida, mas viu que era uma pedra. O vidro traseiro do veículo havia sido quebrado. Ele então olhou pelo retrovisor e percebeu que dois homens estavam vindo na direção do carro. 
"Pensei que tinham batido no meu carro, olhei para o retrovisor e vi os dois vindo correndo. Um tentou abrir o carro e não conseguiu, gritando que iam levar meu carro. O outro me deu um soco no nariz, saí do carro e entrei em luta corporal. Quando eu estava brigando, o outro passou a mão em uma pedra, e disse para eu sair. Protegi o meu rosto e a pedra pegou na minha costela, doeu muito. Comecei a gritar socorro e os dois voltaram subindo o morro e um deles gritando que lá é favela: 'sobe aqui que a gente resolve'. Entrei no carro e fui embora", explicou.
A Polícia Civil informou que o boletim foi registrado na Delegacia Regional de Vitória e o caso seguirá sob investigação. Até o momento nenhum suspeito foi detido e outras informações não serão repassadas para que a apuração dos fatos seja preservada.

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