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"Minha irmã não consegue falar nada. Está em choque", diz tio de Aghata

Aghata Vitória Santos Godinho  morreu após ter sido espancada no bairro Cidade Nova, na Serra, na tarde de segunda-feira (19). O padrasto dela foi preso por suspeita de ter cometido o crime

Publicado em 20/10/2020 às 15h04
Atualizado em 20/10/2020 às 15h50
Aghata Vitória Santos Godinho, de 5 anos, morta após ter sido espancada
Aghata Vitória Santos Godinho, de 5 anos, morta após ter sido espancada. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

“Minha irmã não consegue falar nada sobre o que aconteceu no dia crime. Ela está em estado de choque”. O relato é do tio materno de Aghata Vitória Santos Godinho, de 5 anos. A menina morreu após ter sido espancada na tarde dessa segunda-feira (19) no bairro Cidade Nova, na Serra.

O padrasto dela, Elisnai Borges Eloy, de 35 anos, foi preso apontado como principal suspeito de ter cometido o espancamento. A menina será sepultada às 16h desta terça-feira (20) no cemitério do bairro São Domingos, no mesmo município.

O tio materno de Aghata, que preferiu não se identificar, disse que a irmã ainda não conseguiu contar detalhes do dia do crime à família. Ele contou que a irmã convivia com Elisnai há quase dois anos. Segundo ele, a mãe de Aghata nunca comentou sobre o comportamento do companheiro.

Tio de Aghata

Cargo do Autor

"Minha irmã não consegue falar nada sobre o crime porque está em estado de choque. Eu também estou ajudando ela a resolver as coisas"

A MORTE

Segundo informações da ocorrência registrada no Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), a criança, com hematomas na cabeça, na barriga e nas mãos, foi socorrida para a base da Eco 101, concessionária que administra a BR 101, onde foi constatado o óbito.

Foi a mãe da menina que pediu socorro na base da concessionária. A mãe contou que saiu de casa e deixou a criança com o padrasto. Depois, a mulher recebeu uma ligação da irmã dizendo que o cunhado disse que a enteada tinha passado mal depois de almoçar e não estava acordando.

SUSPEITO NEGA AGRESSÃO

O padrasto, apontado como principal suspeito do crime, negou que tenha agredido a menina e disse que ela passou mal depois de almoçar. O homem, de 35 anos, é aposentado por invalidez por não ter uma mão.

No posto da Eco101, o suspeito não soube explicar os hematomas. Já na delegacia, ele ficou calado, segundo policiais civis. O padrasto foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil com impossibilidade de defesa da vítima. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção às Mulheres (DHPM).

Padrasto acusado de matar Aghata Vitória no bairro Cidade Nova, na Serra
Padrasto acusado de matar Aghata Vitória, no bairro Cidade Nova, na Serra. Crédito: Ricardo Medeiros

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil informa que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). O padrasto foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado, e encaminhado ao Centro de Triagem de Viana.

"O corpo da vítima foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória para ser feito o exame cadavérico, e o prazo para a conclusão do laudo é de 30 dias. Outras informações não serão repassadas para que a apuração dos fatos seja preservada", informa a polícia, por nota.

A corporação destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas.

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