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Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 15:05
Um homem de 53 anos foi preso no bairro Paul, em Vila Velha, suspeito de integrar um grupo que aplicou golpes em pelo menos 60 agências bancárias na região Norte do Espírito Santo. Conforme apuração do repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, o prejuízo é milionário e Roger Fassarela era quem abria contas com documentos falsos. >
O delegado da Polícia Civil Leandro Sperandio, de Fundão, compara a função de Roger como a de um ator. Isso porque ele era o responsável por ir presencialmente nos bancos, se passar por outras pessoas e criar as contas com dados pessoais que não pertenciam a ele. >
“As fotos nos documentos (veja abaixo) são dele, mas os dados não. Após abrir a conta, a outra parcela (da organização criminosa) concluía o crime realizando rombos milionários de fraudes bancárias, fazendo empréstimos e financiamentos”, detalhou o delegado.>
Os subsídios feitos pelos golpistas foram aos poucos descobertos após quem tinha tido os dados utilizados descobrirem por meio de cobranças. “Posteriormente a pessoa verdadeira ficava com o rombo perante o banco mesmo nunca ter feito efetivamente uma conta bancária no banco. Alertamos a vítima que sempre realize o boletim online ou presencial”, reforçou o Sperandio.>
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O número de telefone, Cadastro da Pessoa Física (CPF), endereço, RG, entre outras informações de identificação pessoal, eram os dados adquiridos pelo grupo para realizar o golpe. De acordo com o delegado, todos obtidos por compra de sistemas comerciais. Com eles, uma parte do grupo era responsável por falsificar as documentações.>
"Toda vez que alguém vai em comércio e coloca seus dados, eles passam a ser gerenciados por um sistema comercial para dizer para os comerciantes quem é mau e bom cliente. Porém, em alguns momentos os dados são comercializados por certas empresas sem as devidas cautelas", explicou Sperandio. >
O delegado salientou que essa foi a segunda fase da operação contra fraudes bancárias. No ano passado, Leonardo Quirino Alves foi preso por ser o líder da associação em que Roger atuava. Agora, a investigação continua para encontrar outros envolvidos. >
"Leonardo começou também indo a bancos abrir contas, mas depois montou a própria equipe e começou a agir na falsificação de documentos e a ficar com a maior parte do valor. Temos mais seis ou cinco que são as pessoas que dão a cara no banco e trabalhamos para identificar a verdadeira identidade deles", concluiu o delegado.>
A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento.>
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