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Publicado em 29 de setembro de 2022 às 12:40
A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (29) que concluiu a investigação do ataque a uma escola de Jardim da Penha e que indiciou tanto o jovem de 18 anos, quanto o pai dele. O rapaz invadiu a unidade escolar armado com armas brancas.>
O inquérito foi encaminhado à Justiça no último dia 16. No entanto, após encaminhamento ao Judiciário, o Ministério Público do Espírito Santo decidiu que não havia elementos suficientes para denunciar o pai do rapaz. O MPES denunciou apenas o ex-aluno por tentar contra a vida de cinco pessoas, sendo duas crianças de 10 anos, e por constranger uma sexta criança.>
O pai foi indiciado pela Polícia Civil por fraude processual. Isso porque, durante as investigações, testemunhas relataram que ele, que é policial militar, teria destruído o celular do filho. O suposto ato teria acontecido em frente à Delegacia Regional de Vitória, para onde o jovemfoi levado após a invasão à escola. No entanto, o aparelho nunca foi encontrado. >
"Agora, o pai pode até responder se forem apresentados fatos novos", explicou a delegada Fernanda Diniz, que respondia pela Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM) à época dos fatos (o caso ficou sob investigação da DHPM porque havia vítimas do sexo feminino).>
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De acordo com a delegada, o inquérito da Polícia Civil indiciou o jovem por seis tentativas de homicídio contra duas crianças e quatro professores. Porém, após o encaminhamento ao Judiciário, o MPES homicídio tentado contra cinco vítimas — sendo duas crianças, e uma sexta por constrangimento.>
Conforme consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o estudante planejava o ataque desde 2019. >
O MPES denunciou o jovem por homicídio tentado quatro vezes, contra quatro pessoas adultas (artigo 121, §2º, incisos I, III e IV, c/c art. 14, II quatro vezes, Código Penal), por homicídio tentado contra uma menor de 14 anos (artigo 121, §2º, incisos I, III, IV e IX c/c art. 14, II) e ainda por constrangimento praticado contra uma sexta vítima, uma criança (art. 129, §7º e art. 146, §1º). Detido no dia do ataque, Henrique Lira Trad está, atualmente, preso no Centro de Detenção Provisório (CDP) de Guarapari.>
Depois do ataque no Espírito Santo, outro episódio foi registrado na Bahia. Na última segunda-feira (26), um adolescente armado invadiu uma escola municipal de Barreiras (BA) e matou uma aluna cadeirante, identificada como Geane de Silva de Brito, de 19 anos.>
Em entrevista ao repórter Alberto Borém, de A Gazeta, o delegado Rivaldo Luz afirmou que o autor deste segundo ataque mantinha contato com o jovem capixaba. Por isso, a Polícia Civil da Bahia manifestou o desejo de interrogar o jovem capixaba, no âmbito das investigações do caso baiano. >
Nota da Redação
A Gazeta não vai publicar detalhes sobre o ataque e sobre o autor seguindo recomendações de especialistas, em atenção ao chamado “efeito contágio”.
Para os estudiosos, quando a mídia publica esse tipo de informação, aumenta a possibilidade de imitadores do ato, em busca de visibilidade e notoriedade. Este é geralmente um dos objetivos dos agressores, que passam a ser idolatrados por outros indivíduos propensos à promoção de novos massacres.
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