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Denúncia

Jovem que invadiu escola em Vitória planejava massacre desde 2019, diz MPES

O ataque a uma escola em Jardim da Penha aconteceu em agosto deste ano; o jovem foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo por tentar contra a vida de cinco pessoas, entre elas, uma criança de 10 anos

Publicado em 28 de Setembro de 2022 às 11:58

Vilmara Fernandes

Publicado em 

28 set 2022 às 11:58
Fachada da escola Eber Louzada Zipinotti, em Jardim da Penha
Fachada da escola Eber Louzada Zipinotti, em Jardim da Penha Crédito: Divulgação | Prefeitura de Vitória
O ataque à escola em Jardim da Penha, Vitória, ocorrido em agosto e promovido por um jovem de 18 anos, vinha sendo planejado desde 2019. É o que aponta denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), apresentada à Justiça estadual no último dia 23. O rapaz foi denunciado por tentar contra a vida de cinco pessoas, entre elas, uma criança de 10 anos, e ainda por constrangimento praticado a uma sexta vítima, uma criança. 
“Apenas não consumando os homicídios por circunstâncias alheias à sua vontade, por erro de pontaria e por ter sido contido a tempo pelo funcionário da escola, que precedeu à chegada da Polícia Militar”, assinala o MPES.
No documento, a que A Gazeta teve acesso, é informado que o jovem foi aluno da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Eber Louzada Zipinotti. Em 2019 — ano em que ocorreu o atentado ao colégio de Suzano, em São Paulo, e que ficou conhecido como o “massacre de Suzano” —, o estudante teria participado de conversa com colegas, cogitando a hipótese de promover um ataque semelhante à sua ex-escola, no Espírito Santo.
“Com o tempo, o denunciado passou a se dedicar à preparação do que seria um massacre à escola Eber Louzada Zippinotti, tendo encontrado na rede mundial de computadores o ambiente propício para o amadurecimento da idealização criminosa, aprofundando temas correlatos a armas, racismo, nazismo, atentados, morte, bem como à chacina ocorrida na Escola Estadual de Suzano/SP, conforme perícia elaborada a partir de seu computador”, diz o texto.
A deep web é o nome dado para uma zona da internet que não pode ser detectada facilmente pelos tradicionais mecanismos de busca, garantindo privacidade e anonimato para os seus navegantes. É formada por um conjunto de sites, fóruns e comunidades que costumam debater temas de caráter ilegal e imoral.

DEFESA DO JOVEM

O advogado Carlos Alberto Trad Filho, que representa o jovem, informou que o "processo está em segredo de justiça". Por este motivo disse que "não posso dar maiores informações" sobre o caso.

Correção

29/12/2022 - 6:00
Foi atualizada a manifestação da defesa do jovem. Também foi corrigida a informação sobre as sanções que incorreu o jovem. Segundo denúncia do MPES, Henrique Lira Trad foi denunciado quatro vezes por homicídio tentado (contra quatro adultos), uma vez por homicídio tentado contra uma criança menor de 14 anos, e ainda por constrangimento a uma outra criança também menor de 14 anos.

Nota da Redação

A Gazeta não vai publicar detalhes sobre o ataque e sobre o autor seguindo recomendações de especialistas, em atenção ao chamado “efeito contágio”.
Para os estudiosos, quando a mídia publica esse tipo de informação, aumenta a possibilidade de imitadores do ato, em busca de visibilidade e notoriedade. Este é geralmente um dos objetivos dos agressores, que passam a ser idolatrados por outros indivíduos propensos à promoção de novos massacres.

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