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Publicado em 11 de agosto de 2021 às 16:56
Após se cadastrarem para receber o auxílio emergencial — benefício do governo federal, 17 pessoas que estavam com mandado de prisão em aberto foram presas no Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, as detenções aconteceram ao longo de três semanas, entre o dia 21 de julho e esta quarta-feira (11), após levantamentos da Controladoria Geral da União (CGU) e da Caixa Econômica Federal.>
As prisões aconteceram na Grande Vitória e no interior do Estado. Entre os detidos, destacam-se um recapturado, dois já condenados por homicídio e um condenado por tráfico internacional de drogas. Também foi preso um homem com mandado de prisão preventiva por estupro, outro por ameaça na Lei Maria da Penha e um por assassinato. A polícia divulgou fotos de 15 das 17 pessoas presas. Confira:>
Operação Parcela Indevida: detidos pela Polícia Civil
Dos 17 mandados cumpridos na "Operação Parcela Indevida" em território capixaba, dez são referentes a crimes cometidos no Espírito Santo. Já os demais são por crimes que ocorreram em Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, cujos autores estavam foragidos no Estado.>
À frente da Superintendência de Polícia Interestadual e de Capturas (Supic), o delegado Júlio Cesar destacou que não se trata de fraude no pedido do auxílio emergencial, visto que os criminosos se encaixavam nos pré-requisitos para receber o benefício. Porém, ao dar entrada no pedido, eles se arriscavam.>
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"Todo o procedimento de inscrição deles, na expectativa de receber auxílio emergencial, foram cumpridos à risca. Não existe nenhuma lei que proíba o cidadão que tem mandado de prisão em aberto de receber auxílio emergencial. Conseguimos as prisões por meio de relatório circunstanciado da Controladoria-Geral da União, que consegue identificar, com o cruzamento de dados, pessoas que receberam auxílio que estejam com mandado de prisão em aberto nos Estados da federação", disse o delegado>
O delegado também ressaltou que a operação foi realizada ao longo de vários dias e sem divulgação, para que outros procurados não conseguissem fugir. Isso, segundo o titular da Supic, fez com que fosse possível localizar e prender mais indivíduos por meio do trabalho de inteligência da polícia.>
"Nós preferimos esse modelo de operação, por meio do gabinete de gestão de crise comandado pelo doutor Arruda, porque detectamos que, em outros Estados, as operações em massa não surtiram o efeito de um montante razoável no volume de prisões. Daí a importância do trabalho de inteligência, porque nem sempre o endereço que está no relatório da CGU é exatamente aquele endereço que o elemento deu. Às vezes, dá um endereço próximo, o de algum amigo ou de parente", concluiu.>
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