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Pedreiro é confundido com estuprador e morto com 19 tiros por criminosos na Serra

Pedreiro é confundido com estuprador e morto com 19 tiros por criminosos na Serra

Crime foi motivado por informação falsa repassada por uma mulher, que está sendo procurada; ela também será responsabilizada por ter ordenado a execução

Publicado em 19 de março de 2026 às 18:16

Kauã Vital dos Santos, de 18 anos, e Érick Gordiano dos Santos, de 26, foram presos pela morte do pedreiro Alessandro Schmidt, de 46 anos, na Serra
Kauã Vital dos Santos, de 18 anos, e Érick Gordiano dos Santos, de 26, foram presos pela morte do pedreiro Alessandro Schmidt, de 46 anos, na Serra Crédito: Divulgação/PC

Dois homens foram presos suspeitos de matar um pedreiro de 46 anos com 19 tiros, no bairro São Judas Tadeu, na Serra, Grande Vitória. De acordo com a Polícia Civil, a dupla cometeu o crime após receber a informação de que a vítima seria um estuprador, o que foi descartado pelos investigadores.

Conforme apuração da repórter Ana Elisa Bassi, do g1 ES, Kauã Vital dos Santos, de 18 anos, e Érick Gordiano dos Santos, de 26, foram localizados e presos na região de Melgaço, zona rural de Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo. Uma mulher, apontada como responsável por espalhar o boato, está sendo procurada. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (19) pela Polícia Civil.

O pedreiro Alessandro Schmidt foi morto no último domingo (15). Ele estava na porta de casa, em uma confraternização com a família, quando os dois suspeitos passaram de moto atirando. A vítima foi atingida por 19 disparos e morreu no local.

O pedreiro Alessandro Schmidt, de 46 anos, foi morto a tiros na porta de casa, no dia 15 de março
O pedreiro Alessandro Schmidt, de 46 anos, foi morto a tiros na porta de casa, no dia 15 de março Crédito: Divulgação/PC

Ao serem localizados, os suspeitos confessaram o homicídio e admitiram que se equivocaram, com base em informações repassadas por terceiros. Segundo o delegado adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, Pedro Henrique, a mulher que repassou a informação será responsabilizada como mandante do crime.

"Ela não atirou, mas foi fundamental para a morte do Alessandro. Ela solicita apoio a esses criminosos para que matassem esse suposto estuprador. Alessandro não tem nada a ver com estupro, era um homem totalmente inocente", afirmou.

De acordo com o delegado, os suspeitos chegaram a enviar imagens da vítima para a mulher, que confirmou que seria o alvo e autorizou a execução. "Eles passam as características, enviam imagens, e ela confirma que seria aquela pessoa. A partir disso, decidem praticar o crime".

Medo da polícia e dos criminosos

Ainda segundo a polícia, antes do crime, os suspeitos pegaram uma arma emprestada com criminosos da região e foram até o local onde a vítima estava. "Eles pegaram a arma com a justificativa de que iriam matar um estuprador. Quando percebem que não era, sabiam que estavam em uma situação complicada tanto com a polícia quanto com os próprios criminosos", disse o delegado.

Embora não tenham passagens pela polícia, o delegado informou que os dois já eram conhecidos por envolvimento com crimes da região.

Filho da vítima morreu há três meses

Segundo vizinhos, Alessandro perdeu um filho de 14 anos há cerca de três meses, após o adolescente se envolver em um confronto com a polícia. O delegado ressaltou que os casos não têm relação. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que o filho fez não repercutiu no Alessandro. Ele era uma pessoa conhecida e querida por todos no bairro, morreu simplesmente por guardar semelhanças físicas com o suposto estuprador e por causa de uma informação falsa", afirmou.

A Polícia Civil segue em busca da mulher suspeita de ter espalhado o boato e determinado o crime.

*Com informações de Ana Elisa Bassi, do g1 ES

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