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Publicado em 19 de março de 2026 às 16:22
Um esquema sofisticado de “lavagem de armas de fogo” foi identificado pela Polícia Civil capixaba, em comunicação com a polícia do Rio de Janeiro e o Exército brasileiro. Além de comprar o armamento de forma ilegal, os bandidos estruturam um sistema fraudulento para adquirir a propriedade de lojas legalizadas.>
As investigações foram iniciadas pela PCES no final de 2024, quando a corporação identificou que o grupo utilizava autorizações de venda falsificadas, com timbres de instituições militares, para conferir aparência de legalidade à compra de armamento em lojas formais.>
A situação acarretou em aumento de fiscalização e um alerta foi emitido pelo Exército Brasileiro aos estabelecimentos do setor no Espírito Santo. Diante da situação, a organização começou a buscar formas de burlar os novos controles.>
Assim, passaram a tentar comprar as próprias lojas de armas sob falsas identidades, visando assumir o controle total dos estabelecimentos e seus respectivos arsenais, para poder desviá-los para o crime, sobretudo o tráfico de drogas.>
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Segundo o titular da Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme), delegado Guilherme Eugênio Rodrigues, o grupo começou a se movimentar no Norte do Estado do Rio de Janeiro, o que foi posteriormente descoberto diante da colaboração entre as polícias fluminense e capixaba e a troca de informações com o Exército.>
De acordo com a PCES, em novembro do ano passado, um homem foi capturado em flagrante no Rio de Janeiro enquanto usava documentos falsos, tentando se passar por um militar do Exército para adquirir uma loja de armas.>
Enquanto o caso era investigado, diligências da 134.ª Delegacia de Polícia de Campos dos Goytacazes revelaram que a esposa desse suspeito, em conjunto com um segundo homem, conseguiu adquirir de forma fraudulenta uma empresa do setor, que tinha um arsenal expressivo.>
A residência de uma segunda mulher, ligada a um dos investigados, foi alvo de busca e apreensão. No local, foram apreendidas duas pistolas de uso restrito (calibres 9 mm e .40), de fabricação estrangeira, o contrato de compra e venda da loja mediante fraude e inúmeras pedras aparentemente preciosas e peças douradas. Ela foi autuada em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso restrito e será encaminhada ao sistema prisional.>
“A ação conjunta impediu o desvio de dezenas de armas de fogo para a criminalidade organizada. A Polícia Civil destaca que a estreita sintonia com o Exército Brasileiro foi o fator determinante para tornar as operações ilegais de alto risco para os criminosos, forçando-os a mudar de tática e, consequentemente, expondo a estrutura da organização”, destacou o delegado.>
As investigações prosseguem para identificar outros membros do esquema e rastrear a origem dos bens de valor apreendidos.>
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