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Deitada para dormir, mulher é atingida por bala perdida em Vila Velha

Tiro atravessou o teto do quarto e atingiu a perna direita da jovem de 26 anos. Situação aconteceu na noite desta quinta-feira (26), no bairro Cobilândia

Publicado em 27/08/2021 às 19h20
Tiro deixou marca no teto do quarto onde a jovem estava deitada, em Cobilândia, Vila Velha
Tiro deixou marca no teto do quarto onde a jovem estava deitada, em Cobilândia, Vila Velha. Crédito: Acervo pessoal

Enquanto se preparava para dormir, já deitada na cama, uma mulher de 26 anos foi atingida por uma bala perdida na noite desta quinta-feira (26), no bairro Cobilândia, em Vila Velha. O tiro atravessou o teto do quarto e acertou a perna da vítima. Apesar do susto, a saladeira já teve alta do hospital e está bem.

Sem querer ser identificada, ela contou que pensou que o barulho do disparo era algum problema na rede elétrica do apartamento. "Quando deitei, só ouvi um estouro. Achei que tinha sido a tomada, porque uso uma extensão. Acendi a luz e vi que a minha perna estava sangrando", disse.

X.

Saladeira de 26 anos, que não quis ser identificada

"Nunca imaginei passar por isso. Na hora, eu fiquei sem reação, pensando como é que isso poderia ter acontecido. Só depois é que vi que o tiro tinha vindo de cima"

Ferida na panturrilha direita, a jovem pediu ajuda a uma amiga que mora com ela e acionou a Polícia Militar. Em nota, a corporação informou que foi chamada por volta das 23h30 e confirmou que a mulher havia sido vítima de bala perdida. "Ela não soube dizer de onde veio o disparo nem quem o efetuou", explicou a PM.

A mulher foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria, no bairro Jaburuna, também em Vila Velha. "O atendimento foi bem rápido. O médico tirou a bala e depois me liberou, por volta da 1h30", lembrou a vítima.

Bala perdida atingiu a panturrilha direita da jovem de 26 anos
Bala perdida atingiu a panturrilha direita da jovem de 26 anos. Crédito: Acervo pessoal

"NÃO ME SINTO MAIS SEGURA DENTRO DA MINHA PRÓPRIA CASA"

Ainda se recuperando do susto e do ferimento, a jovem disse que não teve tempo de ir à delegacia prestar queixa. "Minha perna está doendo e não posso andar muito, porque ela sangra. Assim que melhorar, vou fazer o boletim", garantiu, afirmando nunca ter ouvido tiros antes em Cobilândia.

Moradora há dois anos do apartamento, que fica no quarto e último andar do edifício, ela admitiu que está com medo. "Agora tenho que ficar esperta, porque pode acontecer de novo a qualquer momento. Eu não me sinto mais segura dentro da minha própria casa", desabafou.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

Em nota, a Polícia Civil esclareceu que o caso foi registrado como lesão corporal e que depende da manifestação de procedibilidade da vítima para ser investigado. A PC reforçou a orientação para que ela registre a ocorrência, presencialmente em uma delegacia ou por meio da internet.

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