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Corpos de mãe e filha assassinadas em Marataízes são sepultados

Não bastasse a dor da tragédia, família teve que esperar por mais de 30h para a liberação dos corpos já que o SML de Cachoeiro não tem médico legista às quintas

Cachoeiro de Itapemirim / Rede Gazeta
Publicado em 18/09/2021 às 10h20
Charlene de Lemes Gonçalves, de 40 anos, e a filha dela, Ysaquiely Junia Gonçalves de Araújo, de 11 anos
Charlene de Lemes Gonçalves, de 40 anos, e a filha dela, Ysaquiely Junia Gonçalves de Araújo, de 11 anos . Crédito: Montagem| A Gazeta

Após esperar por mais de 30 horas pela liberação dos corpos no Serviço Médico Legal de Cachoeiro de Itapemirim, por conta da falta de médico legista na unidade, a família de Charlene de Lemes Gonçalves, de 40 anos, e da filha dela, Ysaquiely Junia Gonçalves de Araújo, de 11 anos, conseguiu sepultar os corpos, na noite de sexta-feira (17). Mãe e filha foram mortas a facadas pelo ex companheiro de Charlene, Michael Prates Garcia, de 31 anos, na noite do dia 15. Ele foi preso logo após o crime.

Segundo a família, após a longa espera, os corpos foram liberados e seguiram direto para sepultamento, em caixões lacrados, por volta das 19h30, no Cemitério Municipal do bairro Coronel Borges, também em Cachoeiro.

O CRIME

Segundo o delegado de Itapemirim, Edson Lopes Júnior, Charlene e Michael estavam separados havia cerca de 5 meses. Na noite de quarta, Michael pulou o muro e invadiu a casa da ex companheira para matá-la.

A filha Ysaquiely entrou na frente para defender a mãe e acabou sendo esfaqueada também. Michael Prates Garcia, de 31 anos, foi preso em flagrante pela Guarda Municipal de Marataízes, levado para a 7ª Delegacia Regional de Itapemirim e encaminhado ao sistema penitenciário. Segundo o delegado, ele já tinha passagens por homicídio e tráfico de drogas.

Delegado Edson Lopes Júnior fala como mãe e filha foram assassinadas em Marataízes

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