Conduta de delegado será avaliada pela corregedoria, diz chefe da Polícia Civil

Embora o dono do apartamento tenha sido autuado por homicídio culposo - quando não há intenção de matar, e sendo liberado em seguida, o caso será encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil para acompanhar o caso

Publicado em 26/03/2020 às 13h00
Atualizado em 26/03/2020 às 13h09
Invasor é morto após tentar entrar em apartamento na Praia do Canto
Invasor é morto após tentar entrar em apartamento na Praia do Canto. Crédito: Reprodução

A cena de um homem escalando um prédio e invadindo um apartamento de um médico, na Praia do Canto, em Vitória, chocou moradores da região na última quarta-feira (25).  Nos vídeos gravados por vizinhos, é possível ver a luta corporal entre o invasor e o morador da residência, que terminou com o criminoso morto a facadas. Embora o dono do apartamento tenha sido autuado por homicídio culposo - quando não há intenção de matar, e sendo liberado em seguida, o caso será encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil para apurar a autuação. 

Tudo aconteceu por volta das 22h30 da última quarta (25), quando o homem entrou na área do condomínio, escalou o prédio e teve acesso à varanda do primeiro andar. No apartamento estavam casal de médicos e as filhas, que foram alertados, aos gritos de vizinhos. Os moradores tentaram impedir a entrada do homem na residência. Já o invasor, tentou escapar para a varanda do segundo andar, mas foi segurado pelas pernas. Ele desceu, entrou na varanda do primeiro andar, lutou com o médico e acabou morto a facadas. 

De acordo com a Polícia Civil, o médico foi conduzido à Delegacia Regional de Vitória, onde foi autuado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, mas "somente de defender a própria integridade física e da família", segundo nota da PC. Ele foi liberado após pagamento de fiança de R$ 800 e o inquérito Policial será encaminhado ao Ministério Público Estadual, que definirá pela denúncia ou arquivamento.

CORREGEDORIA VAI ANALISAR

A autuação, porém, será apurada pela Corregedoria da Polícia Civil. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, todo trabalho de policiais e delegados da PC é rotineiramente acompanhado pela Corregedoria. 

"Não irei atribuir juízo de valor ao caso, se foi ou não legítima defesa. O delegado possui todo aparato para a autuação. Mas como esse caso causou grande comoção, será investigado pela Corregedoria da Polícia Civil para analisar se a autuação é proporcional à ação do morador. A Corregedoria está sempre atenta às ações dos delegados e policiais", explicou.

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