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Crime na Serra

Como o reconhecimento facial ajudou polícia a prender suspeito de matar motorista no ES

Wanderli Albano da Silva foi preso após o sistema identificá-lo em Cariacica, na quinta-feira (12); ele é suspeito de matar um motorista por aplicativo há 5 anos

Publicado em 13 de Junho de 2025 às 14:15

Jaciele Simoura

Publicado em 

13 jun 2025 às 14:15
Wanderli Albano no sistema de reconhecimento e em uma das fotos do banco de dados da Sesp
Wanderli Albano no sistema de reconhecimento e em uma das fotos do banco de dados da Sesp Crédito: Divulgação | Sesp
Foragido do sistema prisional desde 2017, Wanderli Albano da Silva foi preso na quinta-feira (12), em Cariacica, com o uso de um sistema de reconhecimento facial. Ele é suspeito de matar e ocultar o corpo do motorista por aplicativo Anderson Luiz Lira, em junho de 2020.
Tendo passado tanto tempo e com mudanças na face, a prisão só foi possível, pois, segundo o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, a tecnologia de reconhecimento calcula as métricas do rosto da pessoa.
“E com essas métricas o algoritmo produz um número, por isso, nós temos um grau de certeza tão grande quando o sistema está funcionando. Pegamos fotos que temos, seja de identidade civil ou outro banco de dados, criminal, e comparamos com a foto atual do indivíduo passando com boné, com óculos, com barba, sem barba, mais envelhecido e o sistema consegue reconhecer”, comentou o secretário.
Como o reconhecimento facial ajudou polícia a prender suspeito de matar motorista no ES
Funcionamento:
  1. A câmera identifica uma pessoa com mandado de prisão em aberto ou registrada como desaparecida e emite um alerta automaticamente para a equipe que atua no Ciodes (190);
  2. Essa equipe analisa as informações recebidas e, se confirmada a possibilidade de acerto, encaminha o comunicado para a polícia, que realiza a abordagem em campo;
  3. Nesta terceira etapa, cabe aos policiais confirmar presencialmente a identidade da pessoa, solicitando documento de identificação e validando com as bases oficiais;
  4. Caso a identidade seja confirmada e o mandado esteja em aberto, a equipe policial realiza a prisão.
O sistema é um projeto-piloto em funcionamento no Espírito Santo desde novembro do ano passado. Até o momento, foram 150 pessoas capturadas, já contando com Wanderli.
“Cinco anos depois, esse indivíduo é preso graças à tecnologia. Então, para nós é um momento importante para fechar o ciclo da justiça”, disse Leonardo Damasceno.

Crime

Anderson Luiz Lira, motorista de aplicativo desaparecido na Serra
Anderson Luiz Lira, motorista de aplicativo foi morto na Serra em 2020 Crédito: Acervo pessoal
No dia 3 de junho de 2020, Wanderli e Leonardo Cintra pediram uma corrida via aplicativo. Em Jacaraípe, na Serra, eles anunciaram o assalto e o motorista, Anderson Luiz Lira, na época com 31 anos, reagiu.
Segundo o subsecretário de Inteligência da Sesp, Romualdo Gianordoli Neto, os criminosos aplicaram um mata-leão. Depois, efetuaram um disparo no maxilar da vítima.
“A primeira intenção deles era apenas roubar o veículo e os pertences, mas a coisa saiu do controle. Então, eles roubaram e ocultam o cadáver, enterrando Anderson na areia”, explicou Gianordoli.
No dia 5 de junho daquele ano, o carro da vítima apareceu carbonizado. No dia 8 do mesmo mês, Leonardo e Wanderli tiveram um desentendimento e se agrediram. Leonardo chamou a polícia por conta das agressões e contou que tinha enterrado o corpo do motorista a mando de Wanderli.
Carro de motorista foi encontrado carbonizado
Carro de motorista foi encontrado carbonizado Crédito: Imagem TV Gazeta
Wanderli vai responder por latrocínio e ocultação de cadáver. Ele já tem passagens por roubo e porte ilegal de arma de fogo.

Prisão

Wanderli Albano
Wanderli Albano foi preso cinco anos após matar e ocultar o corpo do motorista de app na Serra Crédito: Divulgação | Sesp
Wanderli foi preso quando passava em uma das câmeras de reconhecimento facial em uma região de Cariacica. Segundo o superintendente de Polícia Interestadual e Captura (Supic), delegado Julio Cesar, a abordagem foi tranquila.
Após ser reconhecido, a equipe mais próxima tem até 15 segundos para ser acionada.
“Essa questão da surpresa e da agilidade é importante para conseguir prender o suspeito. É fundamental para evitar dano colateral”, disse o delegado Julio Cesar.

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