Publicado em 14 de julho de 2021 às 07:32
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13), uma operação com o objetivo de prender um investigado por enviar um carro clonado com armas, munições e explosivos por meio de um caminhão-cegonha de São Paulo para o Espírito Santo. As investigações começaram após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrar todo esse material dentro do veículo que era transportado pela cegonheira. Mas como a polícia descobriu fuzis dentro de carro em caminhão-cegonha? >
Em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, o delegado federal Lorenzo Esposito explicou que tudo começou em um trabalho da PRF que, em suas fiscalizações de rotina, identificou sinais de adulteração no veículo e, em seguida, encontrou todo o material em malas que estavam no veículo. >
“O mérito nessa apreensão foi da Polícia Rodoviária Federal, que fazendo uma fiscalização de rotina nos veículos na BR 101, no posto de Viana, identificou esse veículo com sinais de adulteração. E aí, ao fazer a revista, se deparou com algumas malas suspeitas e dentro das malas estavam esses produtos: armamentos, explosivos. E encaminhou para a Polícia Federal, onde foi feito a lavratura do procedimento e início das investigações. O trabalho da instituição é muito especializado e, na hora da investigação, foram identificados esses sinais dentro do veículo”, disse. >
Sobre a empresa que fazia o transporte do veículo, o delegado descartou qualquer participação no esquema. “A empresa não tem envolvimento. Um dos motivos que fez com que demorasse um pouco mais a investigação foi descartar qualquer possibilidade de envolvimento da empresa de transporte”.>
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O delegado também falou sobre as investigações que levaram ao cumprimento de mandados na operação. O homem de 33 anos investigado pela Polícia Federal já tinha um histórico de atuação em assaltos a caixas eletrônicos no Espírito Santo e Minas Gerais. O material apreendido no veículo transportado pelo caminhão-cegonha deveria ser utilizado em mais crimes, segundo o delegado. >
“A gente não conseguiu identificar onde eles pretendiam fazer, mas eles já tinham atuação nessas regiões. Esse tipo de grupo criminoso, tanto na explosão como na tomada de cidades, que tem o nome de 'novo cangaço', eles atuam fortemente armados. Além do armamento de fuzis e explosivos, tinham coletes balísticos, explosivos. Então, eles vão preparados para qualquer tipo de intercorrência”, explicou.>
Inclusive, o investigado já possuía mandado de prisão em aberto por participação no arrombamento de uma agência bancária no bairro Jardim da Penha, em Vitória, no ano de 2017. Além desse crime e de enviar as armas e munições para o Espírito Santo, o homem tinha a função de fazer pagamentos a familiares e a membros de uma facção criminosa de atuação em presídios nacionais, em um método conhecido como “cebola”. >
“A gente identificou que ele faz pagamentos, utilizando contas bancárias de familiares dele, para poder sustentar tanto a família quanto o preso no período em que o membro da facção criminosa está preso, para dar um suporte financeiro. Esse método é chamado de ‘cebola’”, disse. >
Um homem de 33 anos foi preso pela Polícia Federal no município de Mongaguá, em São Paulo. A prisão aconteceu com o apoio da Delegacia de Polícia Federal de Santos e faz parte da operação Cegonha Armada, da Polícia Federal no Espírito Santo. Ele é suspeito de enviar, por meio de uma cegonheira, um carro clonado carregado de armas, munições e coletes a prova de balas. Além disso, é apontado como membro de uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios no Brasil.>
A operação contou com a participação de oito agentes, e foi realizado o cumprimento do mandado de busca e apreensão e um de prisão preventiva no endereço do investigado, no município paulista. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Viana.>
De acordo com a Polícia Federal, o homem enviou um veículo Toyota Corolla do município de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com destino ao município da Serra, através de um caminhão-cegonha. Em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal, foi verificado que o veículo era clonado.>
“Em revista no seu interior, foram encontrados três volumes de bagagem onde se encontravam dois fuzis calibre .556, dois fuzis calibre .762, todos de nacionalidade estrangeira, oito carregadores e diversas munições dos mesmos calibres, quatro coletes com oito placas balísticas, além de explosivos, espoletas e cordel detonante (usados comumente em explosões de agências bancárias e carros fortes)”, informou a PF.>
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