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Casal é preso por agiotagem e lavagem de dinheiro no ES

Casal é preso por agiotagem e lavagem de dinheiro no ES

Investigações apontam ligação deles com organização criminosa especializada em roubos de carga e furtos

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 13:15

 - Atualizado há 6 dias

Um casal foi preso em Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, no dia 27 de janeiro, suspeitos de lavagem de dinheiro e agiotagem.

Um casal foi preso em Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, suspeito de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e agiotagem. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 70 milhões das contas de Bárbara Alves Foege, de 34 anos, e Bruno Soares Mendonça, conhecido como "Leite Ninho", de 37 anos, além de pessoas ligadas aos investigados. 

A ação da Polícia Civil, ocorrida no dia 27 de janeiro, também cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em Baixo Guandu, Colatina, Serra, Cariacica, Vila Velha, Guarapari e Aimorés, em Minas Gerais.

As investigações, conduzidas pelo Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), apuram a prática de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, estelionato e falsidade ideológica. O casal também é investigado por suposta ligação com uma organização criminosa especializada em roubos de carga e furtos de grande valor.

Segundo o delegado Anderson Pimentel, do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), durante as diligências foram apreendidos vários documentos que ajudam a demonstrar o modo de atuação da organização criminosa. Entre os itens recolhidos estão papéis de compra e venda de imóveis, lavrados em cartório, que eram utilizados como garantia para empréstimos de dinheiro a terceiros.

Como eles agiam

De acordo com o delegado, o grupo emprestava valores elevados e exigia bens como garantia formal, simulando transações imobiliárias. Com o casal, a polícia apreendeu mais de R$ 40 mil em espécie, uma arma de fogo, munições, notas promissórias, cheques e sete veículos, incluindo um carro blindado.

As investigações tiveram início em meados de 2024, após o LAB-LD identificar que Bruno ostentava um patrimônio incompatível com a renda declarada. A apuração também revelou que ele integrava uma organização criminosa especializada em roubo de cargas e furtos qualificados contra instituições financeiras.

Casal é preso por lavagem de dinheiro e agiotagem no ES por Divulgação | Polícia Civil

“Bruno e Bárbara ostentavam imóveis em condomínios de luxo e carros de alto valor sem nenhuma comprovação de renda. Ele mantinha empresas de fachada em nome falso, sem funcionários. Já Bárbara tinha uma empresa de estética, também sem funcionários”, explicou o delegado.

Ainda conforme Anderson Pimentel, foram cumpridos mandados de busca em endereços ligados a outros envolvidos e há indícios de que Bruno teria forjado o roubo de dois veículos para receber valores de seguro.

Roubo em Guarapari

Denilson Moreira Balbino, Marcos Netto Rocha, Jocimar Sales Nascimento e Bruno Soares Nascimento
Denilson Moreira Balbino, Marcos Netto Rocha, Jocimar Sales Nascimento e Bruno Soares Nascimento, envolvidos no roubo à agência em Guarapari Crédito: Divulgação | Polícia Civil

Bruno Soares Mendonça é considerado pela polícia um assaltante de grande porte, tendo liderado, em 2018, o roubo a uma agência bancária em Guarapari. Em 2022, chegou a ser preso pelo crime.

Ele e os comparsas arrombaram a agência bancária no Centro de Guarapari e fugiram com R$ 600 mil. Para invadir o banco, os criminosos decodificaram o alarme do portão eletrônico da agência e depois entraram pelos fundos do local em uma Fiorino branca. Na sequência, eles romperam a grade da báscula da cozinha do banco e ganharam acesso ao interior da agência.

A defesa de Bárbara Alves Foege e Bruno Soares Mendonça, feita pelo advogado Rafael Freitas de Lima, salientou, em nota, que a prisão decretada possui natureza temporária e está relacionada a fatos antigos, considerados extemporâneos, com base em supostas movimentações financeiras ocorridas no período entre 2022 e 2024.

"Ressalta-se que a medida foi adotada sem a presença dos requisitos legais necessários, sobretudo porque toda a prova mencionada já se encontrava produzida, sem qualquer interferência, risco de ocultação ou comprometimento por parte dos investigados", disse o advogado.

Por fim, ressalta que "a decisão mostra-se prematura, uma vez que não se verifica situação concreta que justifique a adoção de medida tão gravosa neste momento. A defesa confia no restabelecimento da legalidade e informa que todos os fatos serão devidamente explicados e esclarecidos em momento futuro e oportuno, no foro adequado, preservando-se o devido processo legal e o direito de defesa". 

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