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Casagrande assina demissão de Hilário Frasson, acusado de mandar matar médica

Além de ser demitido "a bem do serviço público", Hilário não poderá assumir outro cargo ou função no governo pelos próximos dez anos

Publicado em 14/09/2020 às 06h39
Atualizado em 14/09/2020 às 10h01
Data: 21/09/2017 - ES - Vitória - Caso da médica Milena Gottardi Frasson, 38 anos, assassinada no estacionamento do Hospital das Clínicas (HUCAM) - Hilário Antônio Fiorot Frasson, ex marido da médica e policial civil,  foi preso enquanto trabalhava, ele é suspeito da morte da médica - Editoria: Polícia - Foto: Fernando Madeira - NA
Hilário Antônio Fiorot Frasson, ex marido da médica, é suspeito da morte de Milena. Crédito: Fernando Madeira

O governador Renato Casagrande, assinou, na última sexta-feira (11), a demissão do agora ex-policial civil Hilário Frasson, acusado de ser o mandante do assassinato da ex-esposa, a médica Milena Gottardi.

O Conselho Estadual de Correição (Consecor) decidiu, em maio, pela expulsão de Hilário dos quadros da Polícia Civil, mantendo a decisão que já tinha sido tomada pela corregedoria.

Mesmo assim, ele continuou recebendo um salário bruto de R$ 5.493,77 até o mês passado, porque o processo de expulsão ainda precisava passar pela Secretaria de Gestão e Recursos Humanos, pela Secretaria de Governo e pelas mãos do governador, o que aconteceu na última sexta (11), mesma data em que a reportagem de A Gazeta questionou o governo sobre o motivo de Hilário seguir recebendo os proventos.

Além de ser demitido "a bem do serviço público", que ocorre quando o servidor não cumpre com os deveres e proibições estabelecidos pela legislação, Hilário não poderá assumir outro cargo ou função no governo pelos próximos dez anos.

O decreto com a demissão de Hilário foi publicado, nesta segunda-feira (14), no Diário Oficial do Estado. Hilário e mais cinco vão a júri popular responder pela morte da médica, que completou três anos. O ex-policial civil e o pai dele, Esperidião Frasson, são apontados pelo Ministério Público como os mandantes do crime. Eles teriam contratado dois intermediários, Hermenegildo Palauro Filho e Valcir da Silva Dias, para encontrar um atirador.

Dionathas Alves é apontado como a pessoa que realizou o disparo. Ele, por sua vez, solicitou ao cunhado Bruno Broetto uma moto, que foi usada no crime. De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), todos estão presos.

Denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio e fraude processual, Hilário está preso preventivamente na Penitenciária de Segurança Máxima 1, em Viana.

O decreto com a demissão de Hilário foi publicado, nesta segunda-feira (14), no Diário Oficial do Estado. Hilário e mais cinco vão a júri popular responder pela morte da médica, que completou três anos
Casagrande assina demissão de Hilário Frasson, acusado de mandar matar médica. Crédito: Reprodução/ Diário Oficial do Estado

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