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Tráfico

Advogada e homem são presos em casa com drogas em Itararé, Vitória

Ariany dos Santos Alves, de 34 anos, e Edmaycon Guss Ferreira, de 32, foram flagrados pela PM dentro do imóvel onde havia crack, haxixe e material para embalo de entorpecentes

Publicado em 06 de Março de 2026 às 09:27

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 mar 2026 às 09:27
Ariany dos Santos Alves, de 34 anos, e Edmaycon Guss Ferreira, de 32 anos
Ariany dos Santos Alves, de 34 anos, e Edmaycon Guss Ferreira, de 32 anos Crédito: Redes Sociais e Divulgação
Uma advogada de 34 anos e um homem de 32 foram presos dentro de uma casa com drogas no bairro Itararé, em Vitória, na tarde da última quinta-feira (5). Segundo a Polícia Militar (PM), Ariany dos Santos Alves e Edmaycon Guss Ferreira estavam na sala da residência, o mesmo cômodo onde havia crack, haxixe, material para embalo e vestígios de cocaína sobre uma mesa. 
Conforme apuração do repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, os dois seriam namorados.
De acordo com a polícia, militares faziam patrulhamento pelo bairro e receberam a informação de que cerca de três pessoas estariam preparando drogas para venda em uma casa da região. Os agentes, que estavam acompanhados de um cão farejador, foram até o endereço e encontraram pinos de cocaína, buchas de maconha e porções de haxixe próximos ao portão do imóvel.
Material apreendido durante operação em Itararé, Vitória
Material apreendido durante operação em Itararé, Vitória Crédito: Divulgação
Ao perceberem a presença da polícia, dois homens pularam a janela da casa e conseguiram fugir. Os militares entraram na residência e localizaram Edmaycon, Ariany e as drogas sobre a mesa. Os dois foram presos e levados para a Delegacia Regional de Vitória. 
Em nota, a Polícia Civil informou que os dois foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico e encaminhados ao sistema prisional.
A defesa de Ariany, representada pelo advogado Rodrigo Bandeira de Mello, enviou nota afirmando que a cliente "é uma advogada militante, com ampla atuação no Estado e que nunca se envolveu como tráfico nem com nenhum outro crime. No momento da prisão, tinha acabado de chegar ao local para encontrar com um cliente, e não conhecia os demais moradores da casa. A defesa tem a tranquilidade de que demonstrará às autoridades competentes a absoluta inocência dela e a ausência de qualquer vínculo com o tráfico".
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil-ES informou que a Comissão de Prerrogativas da OAB-ES tomou conhecimento da prisão por meio das informações divulgadas na imprensa e, imediatamente, se dirigiu ao local onde a advogada se encontrava custodiada. No local, foi realizada uma entrevista reservada, garantindo o respeito às prerrogativas da advocacia. A OAB-ES acompanhará a audiência de custódia, marcada para as 9 horas, momento em que serão analisadas as circunstâncias em que ocorreu a prisão.
A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa de Edmaycon.

Preso foi denunciado por assassinato

Edmaycon, apontado como uma das lideranças responsáveis pelo tráfico de drogas na parte baixa de Itararé, possui histórico criminal e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da prisão. Ele já foi denunciado pelo assassinato de Fernando Monteiro, ocorrido em março de 2019 no alto do Bairro da Penha, em Vitória. Após o crime, o corpo da vítima foi levado e encontrado carbonizado na Avenida Audifax Barcelos Neves, na Serra, no dia 30 de março do mesmo ano.
A ordem para o assassinato teria partido de dentro de um presídio. De acordo com as investigações, um traficante que já estava preso descobriu que Fernando teria se envolvido com sua esposa e, por isso, ordenou que comparsas matassem a vítima. Edmaycon virou réu por envolvimento neste crime, mas foi absolvido
Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Edmaycon já foi preso por tráfico de drogas, homicídio e por ilegal de arma de fogo. Ele estava na cadeia e recebeu alvará de soltura em fevereiro deste ano. 

O que diz OAB-ES sobre advogada presa

Procurada pela reportagem de A Gazeta, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Espírito Santo (OAB-ES) informou que “embora não tenha recebido de imediato a comunicação oficial por parte da Polícia Civil, que deve ocorrer sempre que houver situação envolvendo profissionais da advocacia, já acompanha o caso da prisão da advogada em questão, a fim de garantir que todos os atos sejam conduzidos dentro da legalidade".
"A Comissão reitera o posicionamento institucional de que condutas ilícitas, quando comprovadas, estão sujeitas à apuração disciplinar nos termos do Estatuto da Advocacia e da OAB, podendo resultar nas sanções previstas, inclusive a exclusão dos quadros da instituição", completou a nota.

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