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Publicado em 2 de fevereiro de 2021 às 00:30
- Atualizado Data inválida
Um adolescente de 17 anos, apontado como um dos executores da chacina na ilha Doutor Américo Bernardes, na Baía de Vitória, foi apreendido nesta segunda-feira (1) no bairro Porto Novo, em Cariacica. Com ele, foram apreendidos uma arma, drogas e um celular. Contra o suspeito havia um mandado de busca e apreensão em aberto.>
O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, delegado Marcelo Cavancalti, que foi o responsável por conduzir as investigações afirmou que a pistola calibre .380 encontrada com o jovem pode ser a mesma utilizada na chacina. Segundo o delegado ainda será realizado o exame de comparação de balística da Polícia Civil para confirmar se é de fato a mesma arma.>
"O adolescente de 17 ano efetuou disparos nas vítimas, inclusive a arma que foi apreendida hoje pode ser a mesma arma utilizada por ele no crime. Porém, a informação só pode ser confirmada através de laudo pericial, depois de ser feito exame de microcomparação balística", disse.>
Cavalcantti afirmou que o jovem foi preso durante ação de fiscalização da Polícia Militar no bairro Porto Novo. O adolescente se escondeu em uma casa abandonada ao ver as viaturas. As equipes, então, fizeram um cerco no local e conseguiram encontrar o suspeito. Com ele, além da arma, foram aprendidas 23 munições, sete pinos de cocaína, uma bucha de maconha e um celular. Ele foi encaminhado para a Delegacia Regional de Cariacica.>
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Uma conversa mal-entendida foi a causa da ligação que terminou com a chacina na Ilha Doutor Américo Bernardes. O secretário de Estado da Segurança Pública, Alexandre Ramalho, deu detalhes da conclusão do inquérito, em conjunto com o delegado titular da DHPP de Vitória, Marcelo Cavalcanti.>
Segundo eles, os jovens de Santo Antônio se encontraram com outros dois de Cariacica na ilha. Eles estariam no local buscando lazer com consumo de cerveja e maconha. Em um determinado momento, as vítimas até conversaram com os dois jovens, pedindo seda para uso de maconha, material que foi compartilhado por eles.>
Depois disso, os grupos se separaram no local. Foi aí que tiveram início os fatos que causaram a chacina. Os jovens de Santo Antônio começaram a conversar, e um dos jovens de Cariacica, ouvindo o assunto, deduziu que eles seriam de uma facção criminosa de Vitória, rival do tráfico de Porto de Santana.>
“Neste momento, ele ligou para Felipe Domingos Lopes, o Boizão, liderança do tráfico em Porto de Santana, que se juntou com mais quatro indivíduos que pegaram um barco e saíram em direção à ilha. Quando chegaram lá, desembarcaram e já tinham a informação de que as vítimas estavam desarmadas, o local onde estavam e que poderiam pertencer a essa facção de Vitória”, disse o delegado Marcelo Cavalcanti.>
No local, apenas três das seis vítimas foram rendidas. Isso porque os outros três tinham ido a Santo Antônio buscar cerveja e drogas para consumo. No entanto, ao voltarem, os jovens também foram rendidos. Segundo o delegado, eles foram ameaçados e subjugados por pelo menos 30 minutos. >
Durante a ação, um dos autores ligou para uma pessoa do celular de uma das vítimas, para perguntar quem seriam e se teriam envolvimento com a facção criminosa. De acordo com as investigações, a pessoa que atendeu o telefone negou que os jovens tivessem ligação com alguma organização. E mesmo de posse dessa informação, os jovens foram executados.>
“Mesmo assim, tendo essa negativa, foram feitos os vídeos que foram divulgados, e o Felipe Boizão resolveu executar as vítimas, sendo seguido pelos outros quatro, com exceção do Adriano, que não atirou, pois tinha certeza que as vítimas não eram envolvidas”, disse o delegado. “Esse fato é comprovado pela perícia, pois ele estava com uma arma de calibre 9mm e nenhuma cápsula desse tipo foi encontrada no local”, completou. >
Durante as investigações, o delegado informou que o menor, de 17 anos, foi induzido por Felipe Domingos Lopes a se entregar e dizer que era o autor do crime, fato que foi descartado pela polícia. “O menor que fez a ligação foi usado na investigação pelo Felipe, que mandou que o jovem viesse até a delegacia e dissesse que foi o autor do crime, algo que foi descartado na investigação. Nós fizemos uma série de perguntas e em todas elas as respostas eram erradas, as informações não batiam”, disse.>
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