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Publicado em 10 de fevereiro de 2022 às 11:54
A história começa com um carro roubado em Vila Velha, na última quinta-feira (3), e poderia ser só mais um de tantos crimes que acontecem diariamente na cidade e em todo o Espírito Santo. Esta, porém, não é uma ocorrência comum e parece até roteiro de filme de ação.>
A dona do carro é a Juliana Azevedo. Ela é a filha do personagem principal dessa trama, o João Batista Teixeira, um herói para ela. A Juliana foi quem teve o automóvel roubado: ela contou que estava parada com as duas filhas dentro do veículo, um Hyundai Santa Fé, quando viu um homem se aproximando.>
“Eu parei em frente à Defensoria Pública e virei à direita. O rapaz já foi chegando perto da minha janela. Na hora que eu vi, achei que ele fosse pedir dinheiro, mas achei estranho e liguei o carro. Ele me mostrou a arma e falou para eu não ligar o carro. Eu falei ‘calma que tem criança aqui dentro do carro’. Eu peguei a bolsa e saí, minhas filhas estavam chorando, muito assustadas”, contou.>
A partir daí começa o desenrolar principal da nossa trama. O veículo roubado não é um modelo tão comum de se ver rodando por aí. A Juliana, então, ligou para a polícia, que foi até o local e, em seguida, para o pai dela, o seu João.>
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Juliana não tinha seguro e os policiais disseram que seria difícil encontrar o carro, só se ele passasse por uma blitz ou, então, fosse reconhecido pelas câmeras de monitoramento da cidade. Nada que pudesse parar o pai dela. Apesar da recomendação das autoridades para que as pessoas não ajam por conta própria, principalmente em situação envolvendo criminosos, seu João pegou a motocicleta dele e começou a rodar os bairros da cidade atrás do carro.>
“São Torquato, Sagrada Família, fui subindo. Desci na Avenida Capuaba, fui em beira de mangue, fui embora. Saí na principal depois de Dom João Batista. Fui para o lado da Glória, dali eu passei para Ilha dos Ayres, fui embora. Quando eu entrei em uma rua, tinha um bar cheio de gente e o carro estacionado. Liguei para o 190 e falei ‘quando a viatura chegar eu vou pular na frente da viatura, porque eu to muito feliz aqui, encontrei o que foi roubado’”, contou.>
Na hora em que viu o carro, João fez questão de mandar um áudio para a filha. Ela foi até o lugar onde o pai estava e viu um homem que parecia o suspeito de tê-la assaltado. Eles chamaram a polícia, mas os militares disseram que não poderiam abordar o suspeito, o que foi explicado a João pelos PMs que foram ao local. >
"Você não pode abordar uma pessoa porque você vai ter que falar que foi ele até o fim, se não dá até problema para a gente, se não conseguir provar (João narrando os que os policiais disseram para ele). Nós demos duas voltas, na terceira volta ele não estava lá mais, acho que viu ela", completou o pai de Juliana.>
O assaltante não foi detido pelos militares, mas pelo menos o carro foi recuperado.>
Em nota, a Polícia Militar disse que atendeu a ocorrência e guinchou o carro para a delegacia. De acordo com a corporação, não há registro oficial de João e a Juliana terem apontado o suspeito de ter roubado o carro. Nesse caso, segundo a polícia, uma reclamação pode ser formalizada na corregedoria caso eles se sintam prejudicados.>
Com informações de André Falcão, da TV Gazeta>
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