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Advogada e ativista Mariana Zucarello morre aos 31 anos com Covid-19

Ela faleceu neste sábado (10) após ficar internada; Mariana era membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos e atuava na Serra

Publicado em 11/04/2021 às 16h55
Atualizado em 11/04/2021 às 16h55
Mariana Zucarello morreu aos 31 anos, vítima da Covid-19. Ela era ativista dos Direitos Humanos e advogada. Crédito: Acervo pessoal
Mariana Zucarello morreu aos 31 anos, vítima da Covid-19. Ela era ativista dos Direitos Humanos e advogada. Crédito: Acervo pessoal

Ativista dos Direitos Humanos no Espírito Santo, a advogada Mariana Zucarello morreu nesse sábado (10), aos 31 anos de idade – mais uma jovem vítima do novo coronavírus. Ela estava internada desde o final de março no Hospital Evangélico de Vila Velha e chegou a ter mais de 70% do pulmão comprometido.

Membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH), a também advogada Verônica Bezerra foi colega de trabalho. "Ela atuou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) quando eu estava na Comissão de Direitos Humanos. Era muito atuante, muito aguerrida", lembra a colunista de A Gazeta.

Verônica Bezerra

Ex-presidente do Conselho de Direitos Humanos do Espírito Santo (CEDH)

"Tínhamos uma corrente de oração, mas infelizmente ela partiu. Uma perda irreparável"

Na luta contra a Covid-19, a Mariana passou duas semanas internada em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou intubada. Há cerca de três dias, ela foi submetida a uma traqueostomia – procedimento cirúrgico que consiste na abertura um orifício na traqueia (via do sistema respiratório).

Entretanto, o destaque dela se deu em outra luta: por representatividade, igualdade e justiça. Atuante nos espaços políticos desde a adolescência, a jovem advogada desempenhou papéis importantes, principalmente, junto ao Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) da Serra, na Grande Vitória.

Mariana Zucarello, de 31 anos, contraiu o coronavírus e precisou em intubada. Crédito: Acervo pessoal
Mariana Zucarello, de 31 anos, contraiu o coronavírus e precisou em intubada. Crédito: Acervo pessoal

Coordenadora-geral do CDDH, Galdene Santos lembra da trajetória da amiga. "A Mariana se aproximou de nós a partir das manifestações de 2013, quando ainda estava na universidade, mas ela já tinha um histórico de participação: vinha da Igreja Presbiteriana e o pai era presidente de um conselho de São Mateus", conta.

"Ela sempre ajudou com orientações a quem precisava de advogado e, na última gestão, virou diretora financeira. Sempre foi muito ativa na participação social e política e na interação com as instituições. E o outro lado é que, sempre que dávamos festas ou almoços, ela era a nossa cozinheira", continua.

Galdene Santos

Coordenadora-geral do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) da Serra

"Ela deixa algumas marcas: de advogada e de militante comprometida e de menina alegre e entusiasmada"

Para além do terninho de advogada ou da doma de chef, Mariana também era responsável pela música. "Sempre pegava um violão. Cantava músicas populares e da igreja. Gostava muito de MPB", lembra Galdene, com carinho. A última mensagem que elas trocaram foi, justamente, no dia da internação da colega.

O enterro de Mariana Zucarello teve início às 13h deste domingo (11). Ela foi enterrada no Cemitério Jardim da Paz, no bairro Civit II, na Serra. Além do namorado, a jovem deixa inúmeros familiares, como mãe, irmã e irmão, de corações partidos.

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