Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Capixaba
  • GV
  • Pisa 2018: estudantes brasileiros se queixam de bullying e solidão
Avaliação escolar

Pisa 2018: estudantes brasileiros se queixam de bullying e solidão

Cerca de 29% dos alunos ouvidos pela pesquisa afirmam que são vítimas de bullying ao menos uma vez por mês

Publicado em 03 de Dezembro de 2019 às 20:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 dez 2019 às 20:23
Alunos da Escola Municipal Abílio Gomes, em Recife, usam livros didáticos que podem ser proibidos pela Câmara de Vereadores Crédito: Sumaia Vilela / Agência Brasil
bullying e a solidão estão entre as principais queixas dos estudantes brasileiros no ambiente escolar. As informações são do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Pisa, divulgado nesta terça-feira (03) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo o relatório da OCDE, com dados de 2018, quase um terço dos alunos do país que participaram do Pisa, ou seja, cerca de 29%,  afirmam que são vítimas de bullying ao menos uma vez por mês. Outra reclamação que chama a atenção é que um quarto dos estudantes (16%)  afirmou se sentir solitário.
O Pisa é uma avaliação internacional realizada de três em três anos e que mostra o desempenho de alunos de 15 anos de 78 países. O relatório apresenta o desempenho dos estudantes em leitura, ciências e matemática. Na última pesquisa,  mensurou pela primeira vez os aspectos do bem-estar que influenciam diretamente no aprendizado.
A estudante do 9º ano do Ensino Fundamental, Isabela da Penha Silva Reis Pacheco,  15 anos , percebe essas reclamações em sala de aula. Ela afirma que já conviveu com mais casos de bullying em outros anos, porém destaca que os alunos estão se isolando mais no ambiente escolar.
“Acho que essa questão da solidão é um reflexo dos alunos que menosprezam os colegas. Tem gente que não sabe receber o outro. Por exemplo, existem muitas desavenças e fofocas entre as meninas. E isso acaba criando um isolamento. Acho isso errado porque nós mulheres devemos nos unir diante de todo esse histórico de violência que já estamos submetidas”, pondera a estudante.
Já a estudante Blenda Amanda, de 15 anos, destaca que outra dificuldade enfrentada pelos alunos é a falta de alguém para conversar. “ A escola é onde os alunos passam a maior parte do tempo e nos sentimos solitários. Muitas vezes, não temos ninguém para nos abrir, alguém em quem possamos contar”, disse.
A estudante alerta que assim como os alunos, os  professores também sofrem com problemas psíquicos. E destaca que para superar a solidão, a escola deve envolver mais os alunos e professores em diálogos sobre o tema.

FALTA DE PROPOSTAS PARA O BULLYING

A pesquisadora e professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Luciene Tognetta, analisa que o bullying é um problema antigo das relações humanas que não tem sido superado. Ela destaca que o tema é midiaticamente difundido, porém, o país não avançou em pesquisa e implementação de propostas que cheguem às escolas.
A pesquisadora destaca que o Brasil deu um passo importante com a incorporação da Lei Antibullying, que altera a  Lei Diretrizes Básicas da Educação (LDB), em que o bullying passou a ser tratado nas escolas como como uma temática contínua, que inclui uma série de ações durante todo o período letivo e também foca na formação de professores. Porém, segundo Luciene, faltam propostas eficazes para combater o problema.
"Temos poucas pesquisas que saíram do diagnóstico e passaram para a prática para modificar esse cenário. Faltam propostas eficazes para serem implementadas nas escolas. Não temos políticas públicas em nível federal, estadual e municipal para garantia desse trabalho nas escolas"
Luciene Tognetta - Pesquisadora e professora da Universidade Estadual Paulista, Unesp
Sobre a solidão sentida pelos estudantes,  a pesquisadora destaca que o sofrimento psíquico tem cometido muitos jovens e adolescentes no país, situação que está relacionada com a falta de perspectiva de futuro e a falta de ações efetivas das escolas que despertem o interesse deles. 
“Falta uma metodologia atualizada que faça que os alunos se sintam interessados. Não temos espaços para ouvir os alunos seja sobre a relação deles com o professor, seja com os pais”, ressaltou.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Polícia Militar do ES recebe mais de 100 viaturas automáticas e semiblindadas
Imagem de destaque
Como PCC e CV representam maior risco para Lula em encontro com Trump
Imagem de destaque
Apple terá que pagar US$ 250 milhões a usuários de iPhone em processo coletivo por engano sobre IA

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados