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Morro do Moreno vai ter tirolesa fixa a partir de setembro

Estrutura será usada para descer do topo do Morro do Moreno, onde ficam as antenas, até a Pedra da Testa, deslizando em um cabo de aço

Publicado em 06/08/2019 às 17h50
Atualizado em 29/09/2019 às 22h45
Morro do Moreno é ponto de visitação de turistas e atletas em Vila Velha  . Crédito: Arquivo
Morro do Moreno é ponto de visitação de turistas e atletas em Vila Velha . Crédito: Arquivo

O Morro do Moreno vai ganhar uma cara ainda mais de turismo de aventura. Uma empresa foi autorizada a implantar uma tirolesa fixa no morro, que é um dos pontos mais visitados de Vila Velha.

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A previsão é que, até o final de setembro, capixabas e turistas possam aproveitar a estrutura a ser montada para descer do topo do Morro do Moreno, onde ficam as antenas, até a Pedra da Testa – que fica na parte mais baixa do morro – deslizando em um cabo de aço.

O topo tem uma altura de 173 metros acima do nível do mar e o ponto de chegada tem 95 metros. A descida terá um percurso de 500 metros.

PROJEÇÃO

A tirolesa vai funcionar todos os dias da semana. A partir de cinco anos de idade, qualquer pessoa descer pela tirolesa sozinha. Quem quiser descer pela estrutura terá que pagar R$ 50 (se for na segunda, terça e quarta-feira) e R$ 70 (nos outros dias e em feriados).

"Abaixo dessa idade, a criança pode descer acompanhada dos pais. Não há limite máximo de idade. É

tudo muito seguro, com todos os equipamentos de segurança. Contaremos com um sistema de freio autônomo, o ABS. Não existe outro superior a esse. É um avanço muito importante para o turismo capixaba", destaca Alex Magnago, um dos sócios da Eco Vertical, empresa que vai montar e operar a tirolesa.

A Eco Vertical atua no ramo há cinco anos e chegou a colocar tirolesas temporárias no morro. Ela vai colocar dois cabos de aços com espessura de 13 mm e capacidade para suportar 30 toneladas, além de construir dois decks, um no ponto de saída e outro no de chegada.

Como o Morro do Moreno é uma área particular, a empresa assinou um contrato de cinco anos com o proprietário e deu início junto à Prefeitura de Vila Velha, em novembro, ao processo de liberação para a montagem da estrutura.

A Prefeitura de Vila Velha autorizou a montagem, que deve começar ainda neste mês de agosto e é acompanhada também pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Espírito Santo (Crea-ES).

Após tudo ficar pronto, a Eco Vertical ainda vai precisar do alvará de funcionamento, que a empresa acredita que será dado até o final de setembro.

Alem da estrutura, o projeto ainda prevê a limpeza e padronização das trilhas, instalação de lixeiras, corrimões e guarda-corpos. Os corrimões, feitos com eucalipto tratado, já começaram a ser instalados e serão usados para garantir a segurança dos usuários, da base até o topo do morro.

Corrimões já começaram a ser instalados no Morro do Moreno. Crédito: Jonathan Baifus
Corrimões já começaram a ser instalados no Morro do Moreno. Crédito: Jonathan Baifus

"Mesmo aqueles que não tiverem interesse em descer na tirolesa, vão poder continuar subindo normalmente o Morro do Moreno e aproveitar os corrimões e lixeiras colocados", explica Alex. 

Antes do início do funcionamento, a estrutura terá que ser vistoriada pelo Corpo de Bombeiros e pela equipe de Fiscalização de Posturas da Prefeitura de Vila Velha.

A empresa que vai instalar e operar a tirolesa no Morro do Moreno precisa cumprir alguns requisitos, mesmo sendo uma propriedade particular, porque o espaço tem áreas de proteção permanente e é visitado por muitos capixabas e turistas.

Nem o ponto de descida e nem o de chegada da tirolesa são áreas de proteção, segundo a subsecretária de Meio Ambiente de Vila Velha, Marjorye Boldrini.

"Do ponto de vista ambiental, a atividade de tirolesa é dispensada de licenciamento ambiental. Mas como o local é muito conhecido pela sua beleza natural e existem áreas próximas de proteção permanente, nós sugerimos que a empresa, então, solicitasse uma autorização na secretaria de Meio Ambiente aqui na prefeitura e nós acompanhamos o processo de liberação para a instalação", disse a subsecretária, em entrevista ao Gazeta Online.

Além da pasta de Meio Ambiente, o pedido de autorização passou também pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Urbano e de Serviços.

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