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Novo coronavírus

Governo do ES vai comprar kits para detectar 21 doenças respiratórias

O objetivo é ampliar a abrangência das análises para os casos suspeitos de  coronavírus no Espírito Santo

Publicado em 27 de Fevereiro de 2020 às 22:34

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 fev 2020 às 22:34
Pacientes com suspeita de infecção por coronavírus são submetidos a exames de sangue Crédito: Divulgação/ Ministério da Saúde
O governo do Estado vai comprar kits de análises para detectar até 21 vírus diferentes de doenças respiratórias. Os pacientes com suspeita de portarem o  novo coronavírus (Covid-19) passariam por esse "painel de detecção", como é chamado o kit, para identificar se a pessoa está acometida por uma das enfermidades cobertas pelo exame, ou se ainda fica aberta a possibilidade de ser o coronavírus.
"Há outras doenças respiratórias que são provocadas por vírus e são mais comuns. Esse painel de detecção vai ampliar de três para 21 vírus diferentes", explicou Rodrigo Rodrigues, coordenador do Laboratório Central (Lacen) do Espírito Santo.
Hoje, o exame disponível no Estado avalia somente os casos de influenzas A e B, e também a síndrome respiratória. Quando são descartadas essas três possibilidades, é necessário enviar o material coletado do paciente para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, que leva em torno de uma semana para informar se é ou não o coronavírus. Com uma abrangência maior de análise com os kits, a resposta para os pacientes poderá ser mais rápida. 
Cada kit de análise custa R$ 17 mil e atende a 64 pacientes, ou seja, R$ 260 por pessoa. A ideia inicial é comprar apenas um painel de detecção. "Inicialmente, não vamos comprar muitos, pois é preciso verificar se vai atender a quem precisa, mas paralelamente teremos processos de compra. O sinal verde já foi dado, mas agora precisamos estudar com o departamento de compras para que o processo seja mais rápido devido à necessidade do momento", pontua Rodrigues.  

REAGENTE CORONAVÍRUS

Além dos kits, o governo quer liberação do Ministério da Saúde para realizar no Espírito Santo o exame específico para detectar o coronavírus. De acordo com Rodrigo Rodrigues, a Secretaria de Estado de  Saúde (Sesa)  solicitou, há três semanas,  que o governo federal repasse o reagente possível de detectar o Covid-19 durante exames. 
"Se nós tivéssemos o reagente disponível, seria possível dar resposta em 5 horas. Hoje, enviar para a Fiocruz faz com que isso demore uma semana e cria-se um pânico desnecessário nesse período", aponta Rodrigues. 
O reagente vendido por laboratórios particulares ainda não foram validados pelo Ministério da Saúde, que fornece o material para os Estados. Atualmente, somente três laboratórios no Brasil possuem esse reagente que identifica o coronavírus durante análises. Porém, desde a data do pedido, a Sesa não recebeu retorno do Ministério da Saúde. 
Para Rodrigo Rodrigues, ainda há outras vantagens do regente estar no ES. "Temos  equipamento, pessoas treinadas,  técnicos capacitados, mas não temos o reagente. Seria uma vantagem gigante da possibilidade de auxiliarmos Estados vizinhos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, no caso de necessidade de volume de diagnóstico", argumenta.

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