"Ela está no céu, com os anjos", diz irmã que sobreviveu a acidente na Serra
Foi enterrada na manhã desta quarta-feira (11), no Cemitério São Domingos, na Serra, a menina Núbia Vitória Silva Barbosa, de 12 anos, atropelada por um caminhão na última segunda-feira (9), nas proximidades do condomínio Ourimar, em Vila Nova de Colares, no mesmo município. A irmã mais nova de Núbia, Júlia Evelin, de 9 anos, que também foi atropelada e estava internada no Hospital Infantil de Vitória, teve alta na noite desta terça-feira (10) e acompanhou o velório da irmã.
Com curativos nos braços e nas pernas, Júlia falou sobre o acidente sofrido por ela e por Núbia.
"Quando estávamos na calçada, paradas, ele (o caminhão) já passou com tudo por cima da gente. Nós duas caímos na mesma hora, mas ela caiu debaixo do caminhão. Aí ele a arrastou. Na hora que fui ver, ela ainda debaixo do caminhão, respirando, mas não deu. Já foi. Ela está no céu, com os anjos. Fazer o quê, então? Já foi. Não é um tchau"
A despedida foi marcada por muita emoção de familiares e amigos presentes. A mãe, Mara Azevedo Silva, estava muito abalada. Chorando bastante, ela precisou ser contida por pessoas próximas. Núbia foi sepultada às 9 horas da manhã desta quarta-feira.
ATROPELAMENTO
Duas crianças foram atropeladas por um caminhão, na noite da última segunda-feira (9), na ES 010, na Serra, próximo ao condomínio Ourimar, no bairro Vila Nova de Colares, segundo informações da Polícia Militar. Uma delas, de 12 anos, morreu na hora. A outra, de 9, ficou ferida, foi levada a um hospital, e teve alta na noite desta terça (10). Segundo a Guarda Municipal da Serra, as vítimas eram irmãs e foram identificadas como Núbia Vitória Silva Barbosa, 12 anos, e Julia Evelin Paixão da Silva, 9 anos.
A Polícia Militar confirmou que foi um caminhão coletor de lixo que atropelou as crianças e que o motorista fugiu por medo de ser agredido pelos moradores da região.
Segundo a Polícia Civil, o motorista do veículo foi encaminhado pela Polícia Militar para a Delegacia Regional de Serra, onde foi ouvido e liberado conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Em nota, a PC justificou que "ele acionou o socorro para vitima, não estava embriagado e não havia indícios de cometimento de crime que justificasse uma prisão em flagrante".
Com informações de Mayara Mello, da TV Gazeta