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Coronavírus pode ser transmitido por até 10 metros durante exercícios

Estudo feito por pesquisadores europeus simulou distância percorrida por gotículas que as pessoas expiram quando praticam atividades físicas

Publicado em 14 de Abril de 2020 às 12:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 abr 2020 às 12:45
Data: 26/03/2020 - ES - Vitória - Movimento de pessoas no calçadão da Praia de Camburi durante pandemia do Covid-19
Pessoas se exercitam no calçadão de Camburi durante a pandemia de coronavírus Crédito: Carlos Alberto Silva
Muitas pessoas que seguem fazendo exercícios físicos no calçadão, ou mesmo nas ruas, justificam que fazem suas atividades “respeitando a distância de 1,5 metro de outras pessoas”. Porém, um estudo feito por pesquisadores europeus mostra que essa distância pode não ser o suficiente, já que o novo coronavírus pode ser transmitido por até 10 metros durante exercícios.
É isso que explicou a cardiologista do esporte Renata Castro, no programa “Combate ao Coronavírus”, da TV Globo.
“Fala-se muito da distância de segurança de um metro e meio, mas isso foi analisado considerando as pessoas conversando normalmente, sem nem precisar gritar, ou expirar com força. Quando a pessoa pratica um exercício físico, ela expira com mais força e as gotículas que transmitem a doença podem ir mais longe, chegando a 10 metros dependendo da força e direção do vento”, explica.
Durante as caminhadas as gotículas viajam menos – cerca de 5 metros, segundo avaliou a simulação dos pesquisadores europeus. A especialista lembra que essas não são gotículas de suor – que, pelo que se sabe, não transmitem a Covid-19. “São gotículas da nossa expiração, que fica muito mais forte quando praticamos exercícios”, acrescenta.

DURANTE EXERCÍCIOS, PESSOAS TÊM DIFICULDADE EM CONTROLAR DISTÂNCIAS

Segundo Renata Castro, quando se está fazendo atividade física num ambiente aberto é muito difícil controlar a distância das demais pessoas que estão se exercitando. Até por conta disso, o indicado é que as atividades sejam feitas dentro de casa.
“Sou médica do esporte e defendo a prática de atividade física, mas nessa época é preciso pensarmos na prática de atividade física segura. Se a pessoa está se deslocando, não tem como controlar quem está vindo na sua direção, quem está correndo atrás… Então a melhor precaução é evitar esse possível contato, já que não sabemos quem está ou não infectado”, conclui.

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