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Situação mais grave

Coronavírus no ES: transmissão comunitária prevista para semana que vem

Depois de anunciada essa condição no país, governo estima que Estado entrará no mesmo nível de transmissão nos próximos dias

Publicado em 21 de Março de 2020 às 07:36

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 mar 2020 às 07:36
Coronavírus (Covid-19): em poucos dias, não será mais possível identificar a origem da contaminação Crédito: Freepik
Após o Ministério da Saúde declarar estado de transmissão comunitária do novo coronavírus (Covid-19) em todo o país, o governo capixaba estima que o Espírito Santo vai entrar na mesma condição na próxima semana.  Esse nível de transmissão, quando não é mais possível identificar a origem da contaminação, exige uma série de medidas restritivas para conter o avanço da doença. 
O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, ressalta que o Estado antecipou algumas dessas ações, como fechamento de escolas, shoppings e comércio de rua, porém outras iniciativas podem ser necessárias, a depender do ritmo em que se dará o crescimento dos casos de Covid-19 em território capixaba.
"A partir da próxima semana, novas medidas serão adotadas e é possível que seja declarada transmissão comunitária também, dentro do padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS). Vale deixar claro que o Espírito Santo já adotou medidas desta etapa, ações foram antecipadas para esse período", afirma Nésio Fernandes.
Questionado sobre as futuras medidas, o secretário preferiu não adiantar. Explicou que será necessário dosar a repercussão do que já foi feito para saber até onde mais será preciso seguir. "Já adotamos um conjunto grande que afeta a economia e temos que ir avaliando aos poucos para não aumentar ainda mais o impacto."

NOVOS CASOS

A expectativa de Nésio Fernandes, porém, é para que as medidas recentes do governo, associadas à conduta de isolamento social, possam conter o surgimento de novos casos.
"É razoável reconhecer a transmissão, no sentido de poder assumir que o conjunto de medidas de isolamento são justificadas  para reduzir a curva que queremos evitar nos próximos 21 dias", aponta o secretário.
O prazo indicado por Nésio Fernandes tem relação com o tempo em que a doença pode se manifestar. Por isso, as medidas adotadas nesta semana só vão ter repercussão mais significativa daqui a 14 ou 21 dias. Na semana que vem, ainda podem surgir muitos casos de pessoas contaminadas antes que as ações tivessem sido implementadas. Atualmente, segundo o secretário, cada infectado pode transmitir para 2,7 pessoas. Com as ações, espera-se reduzir o indicador para 0,7 ou 0,5.

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