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Economia

Ufes inicia operação de maior parque de energia solar do ES

Estrutura será a maior planta de minigeração distribuída fotovoltaica do Estado para consumo próprio. São duas usinas que contaram com investimento de R$ 18 milhões

Publicado em 13 de Março de 2020 às 16:54

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 mar 2020 às 16:54
Placas fotovoltaicas instaladas na Ufes para geração de energia. Usina solar é a terceira maior do país e a maior do ES em minigeração para consumo próprio Crédito: Fernando Madeira
Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) inaugura na próxima segunda-feira (16) duas usinas solares fotovoltaicas que produzirão energia para os dois campi de Vitória, já a partir de novembro. A unidade instalada no bairro Goiabeiras, que terá potência de 4,2 mil kW será a maior de minigeração (para consumo próprio) do Estado e a terceira maior do país.
Funcionando com a potência total, as duas unidades (Goiabeiras e Maruípe) gerarão eletricidade suficiente para alimentar mais de quatro mil residências, o equivalente a todo o centro da Capital.
Foram investidos R$ 18 milhões no projeto, oriundos de recursos de emendas parlamentares. Serão mais de 17 mil painéis que resultarão em uma economia de R$ 3,6 milhões por ano aos cofres da instituição.
A capacidade da usina do campus de Goiabeiras será nove vezes maior da atual líder em produção de energia solar do Estado, uma microgeradora de energia que pertence a uma igreja cristã, localizada no município da Serra.
Em fase de testes desde outubro de 2019, elas abastecem os campi de Goiabeiras e Maruípe, com capacidade para produzir 7,7 milhões de kWh/ano de energia elétrica. Isso representa uma redução de 45,5% no consumo de energia elétrica do campus Goiabeiras (e de 30% na conta geral de energia elétrica da Universidade). A economia anual estimada é de R$ 5 milhões, incluindo a substituição da iluminação externa por lâmpadas de LED.
O reitor Reinaldo Centoducatte enfatizou a importância das usinas solares para o futuro sustentável da instituição. “A operação destas usinas proporcionam uma economia significativa na nossa conta de energia, o que é relevante neste cenário de crise orçamentária por que passam as universidades públicas, sem contar outros fatores, como a sustentabilidade”.
Os 17 mil painéis de captação de energia solar foram instalados em prédios da Universidade reunidos em 55 conjuntos. O superintendente de Infraestrutura da Ufes, Renato Schwab, afirmou que os painéis adquiridos são mais eficientes e, por isso, o retorno financeiro do projeto será mais rápido. “Em média, o retorno do investimento em usinas solares é de seis ou sete anos. No caso da Universidade em menos de cinco anos será possível recuperar o investimento feito com a economia na conta de energia elétrica”, destacou Schwab.

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