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Ufes ganha patente de processo que transforma casca de coco em etanol

A pesquisa com resíduos agroindustriais, dentre eles o coco verde, foi desenvolvida por uma aluna do curso de doutorado. A Ufes classificou o processo como “inovador” e “altamente sustentável”

Em 2020, 122 projetos de pesquisa desenvolvidos na Ufes eram relacionados à Covid
Em 2020, 122 projetos de pesquisa desenvolvidos na Ufes eram relacionados à Covid. Crédito: Supec/ Ufes

Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) obtiveram, no último dia 29, a concessão da patente de um processo na área de biotecnologia que promete transformar a matéria da casca de cocos verdes em etanol.

Concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), a patente confere ao desenvolvedor de novos produtos e processos a garantia de que, por um determinado período, ninguém mais produzirá ou comercializará tal inovação sem a autorização de quem a patenteou.

A pesquisa com resíduos agroindustriais, dentre eles o coco verde, foi desenvolvida por uma aluna do curso de doutorado, Érica Albuquerque, e dois professores do programa de pós-graduação em Biotecnologia da universidade pública, Antônio Alberto Fernandes e Patrícia Fernandes.

Homem colocando combustível no carro.
Processo da Ufes permite transformar casca de coco em etanol. Crédito: Freepik

Em entrevista ao jornalista Fábio Botacin, da Rádio CBN Vitória, o professor Antônio Alberto destacou que a patente usa um material muito presente em praias do Espírito Santo que, segundo ele, chega a produzir 500 toneladas de casca por mês. De acordo com o docente, a patente de um processo visa conservar os passos para a produção.

Antônio Alberto Fernandes

Professor da Universidade Federal do Espírito Santo

"É como estabelecer uma metodologia para se conseguir um produto. O produto pode ser algo já existente, como o etanol, mas o que é inovador são os passos. Não tem nada similar no mercado. O processo é complexo. A patente é uma proteção"

Em nota, a Ufes classificou o processo como “inovador” e “altamente sustentável”, destacando que esta é a sétima patente que o Inpi confere à instituição federal de ensino.

Ainda segundo a universidade, o método de produção de bioetanol celulósico a partir do uso de enzimas capazes de “acelerar” reações químicas e, assim, degradar a celulose presente nas células vegetais pode vir a ser utilizado industrialmente.

“O processo é uma alternativa economicamente viável na busca por fontes alternativas de etanol. Além disso, proporciona o aproveitamento e a eliminação de resíduos gerados pela atividade agroindustrial”, indica a universidade.

À CBN Vitória, Antonio Alberto ainda ressaltou que a universidade tem o retorno financeiro imediato. Porém, segundo o professor, a regulamentação permite que a instituição, neste caso a Ufes, direcione até 30% dos royalties para os mentores.

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