Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Após liminar

Segunda turma do STF mantém extradição de chefão da Telexfree para os EUA

O processo havia sido suspenso por liminar concedida monocraticamente pelo ministro Marco Aurélio de Melo. Carlos Wanzeler responde por crimes no Brasil e nos Estados Unidos.

Publicado em 20 de Outubro de 2020 às 17:21

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 out 2020 às 17:21
Data: 17/12/2019 - ES - Vitória - Carlos Wanzeler,  chefão da Telexfree, chegando no DMl para fazer exame de corpo delito, após ser preso pela Policia Federal - Editoria: Economia - Foto: Ricardo Medeiros - GZ
Carlos Wanzeler, chefão da Telexfree, chegando no DML para fazer exame de corpo delito, após ser preso pela Policia Federal Crédito: Ricardo Medeiros
A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (20), dar continuidade ao processo de extradição para os Estados Unidos de Carlos Wanzeler, um dos líderes da TelexFree e já condenado no Brasil por prática de pirâmide financeira.
Os ministros derrubaram uma decisão do ministro Marco Aurélio de Melo que havia determinando, monocraticamente, a suspensão dos efeitos da decisão da segunda turma, que havia autorizado a extradição.
Segundo o blog Fausto Macedo, do Estadão, o ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso, classificou como ‘anômala’ a decisão que concedeu a liminar, interrompendo o processo de extradição.  Na opinião dele, ‘não é admissível’ que um ministro monocraticamente suspenda decisões das turmas do Supremo.
Segunda turma do STF mantém extradição de chefão da Telexfree para os EUA
"Isso é absolutamente impossível, pois quem tem competências para suspender eventualmente a extradição seria o relator ou a própria turma. Qualquer alteração haveria de seguir a tramitação adequada”, afirmou. Os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia acompanharam o relator. Edson Fachin divergiu.
O empresário de Vitória responde a ações penais no Brasil, chegando a ser condenado por formação de pirâmide financeira e outros crimes contra o sistema financeiro. Ele também é acusado no país por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As irregularidades, segundo as autoridades, foram cometidas por meio da Telexfree, que tinha como razão social no Espírito Santo o nome de Ympactus Comercial.
Nos EUA, ele é acusado por suposta prática dos crimes de conspiração, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em Massachusetts. Segundo o governo norte-americano, a TelexFree operou como uma pirâmide ilegal, num esquema Ponzi (que envolve a promessa de pagamento de rendimentos anormalmente altos à custa do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente, em vez da receita gerada por qualquer negócio real), e causou prejuízo de mais de US$ 3 bilhões a mais de um milhão de pessoas em todo o mundo.
A extradição diz respeito apenas ao delito de fraude eletrônica, no qual se verificou o requisito da dupla tipicidade, ou seja, a correspondência entre os tipos penais previstos na legislação dos dois países.
Em setembro, quando a segunda turma decidiu pela extradição, ficou estabelecido que os EUA devem assumir, em caráter formal, perante o governo brasileiro, o compromisso de não impor, quanto a todos os delitos, pena privativa de liberdade que ultrapasse 30 anos de prisão em seu cômputo individual. Também condicionou a entrega de Wanzeler à conclusão dos processos penais a que ele responde ou ao cumprimento da respectiva pena privativa de liberdade.
O colegiado determinou, ainda, a necessidade de descontar da eventual pena a ser cumprida nos EUA o período em que o empresário permaneceu no sistema carcerário brasileiro em razão da prisão cautelar para fins de extradição, ressalvada a possibilidade de execução imediata da decisão, por força de decisão discricionária do presidente da República.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Empresários do ES cobram qualificação profissional e aumento da produtividade em carta a Ferraço
Pudins inspirados nas festas juninas da confeitaria Alê do Pudim
Pudim de milho, gelato de pipoca e até tapioca brûlée nos cardápios juninos do ES: veja lista
Urologista Carlos Alberto Emerich Gomes morreu aos 81 anos
Morre o urologista Carlos Alberto Emerich Gomes, aos 81 anos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados