ASSINE

Nova fábrica de barita para setor de petróleo vai gerar 300 empregos no ES

Empreendimento deve entrar em operação em dezembro deste ano; previsão é de que sejam investidos R$ 20 milhões até 2023. As oportunidades serão diretas e indiretas

Empresários visitam terreno onde será instalada fábrica da IBC Brasil, em Presidente Kennedy
Empresários visitam terreno onde será instalada fábrica da IBC Brasil, em Presidente Kennedy. Crédito: Prefeitura de Presidente Kennedy/Divulgação

Uma nova fábrica em Presidente Kennedy, município que fica no Sul do Espírito Santo, vai gerar 300 empregos diretos e indiretos, priorizando a mão de obra local. A empresa vai atuar na fabricação de barita,  insumo utilizado na formulação de  fluidos para perfuração de poços de petróleo.

Trata-se da IBC Brasil (International Barite Company), subsidiária do grupo empresarial D-Energy Brasil, fundado em 2016 no Rio de Janeiro, com negócios nas áreas de químicos e commodities para indústria de petróleo e gás.  

O aporte financeiro inicial será na ordem de R$ 8 milhões na primeira fase, podendo chegar a R$ 20 milhões com os planos de expansão até 2023. A expectativa é de que as obra sejam concluídas em outubro e a operação comece em dezembro deste ano.

O empreendimento será instalado próximo à rodovia que liga Santo Eduardo a Cacimbinha e a prefeitura já realizou obras de asfaltamento na região. A área do terreno é de 55 m², sendo 10 mil m² para ser construída a primeira fase do projeto. 

O presidente e sócio da empresa, Calixto Deberaldini, explica que a barita surge após o processamento industrial de uma pedra chamada sulfato de bário. Após o mineral virar pó, é adicionado a outros produtos formando os fluidos usados nas plataformas de perfuração.

As contratações para atuação da empresa ainda não começaram e será feita pela página de carreiras da IBC Brasil. O endereço eletrônico ainda não está disponível, o que deve ocorrer a partir do próximo mês. Entretanto, alguns profissionais já estão atuando no empreendimento como os que trabalham com terraplanagem, além de topógrafo. 

Empresários visitam terreno onde será instalada fábrica da IBC Brasil, em Presidente Kennedy
Diretor executivo Henrique Noronha e o presidente da D-Energy Calixto Deberaldini visitam o local onde vai funcionar a fábrica da IBC Brasil, em Presidente Kennedy. Eles estavam acompanhados do prefeito da cidade, Dorlei Fontão da Cruz (de calça clara). Crédito: Prefeitura de Presidente Kennedy/Divulgação

“De agora até início da produção devem ser gerados 300 empregos diretos e indiretos. Somente na fábrica, devem ser entre 20 a 30 profissionais quando entrar em operação e 50 vagas para obras. O restante deve ser oportunidade indireta. Uma fábrica como esta gera um grande volume de mão de obra em todo seu entorno, como nos segmentos de transporte e outros fornecedores locais. Só para se ter uma ideia, alugamos um galpão e, mesmo sem estar em operação, já estamos gerando vagas”, destaca o empresário.

O prefeito de Presidente Kennedy, Dorlei Fontão da Cruz (PSD), comemora a chegada do complexo. “O desemprego é um dos grandes gargalos do município. A instalação de um empreendimento como este gera renda, emprego e ainda incentiva outras empresas a se instalarem na região”, ressalta.

SOBRE A FÁBRICA

Atualmente, a IBC Brasil extrai o sulfato de bário no município de Novo Horizonte, na Bahia, e precisa levá-lo até unidades terceirizadas para ser feita a transformação, que passará a ser feita até o final do ano na fábrica de Presidente Kennedy. No local, haverá a instalação de moinhos para a transformar a pedra em pó.

A expectativa é de que a unidade tenha a capacidade de processar 70 mil toneladas de barita por ano. O grupo empresarial escolheu o município para instalar a subsidiária por conta da proximidade com a bacia de Campos e ainda para aproveitar o potencial logístico, incluindo a precisão de instalação de um porto na região. 

“Escolhemos o município de Presidente Kennedy por causa da logística, inclusive por estar no meio da rota entre Bahia e Rio de Janeiro. Com a fábrica, seremos os responsáveis por toda a cadeia produtiva, da extração até a entrega do produto final.  Tudo isso vai ajudar a reduzirmos os custos e aumentarmos o faturamento. A D-Energy vai fornecer produtos e serviços da mina até a plataforma de petróleo. Seremos a única empresa a fazer todo esse processo. Isso quer dizer que iremos da mina ou poço”, explica o executivo.

O prefeito Dorlei Fontão da Cruz (PSD) complementa dizendo que o município concedeu incentivos fiscais à empresa.

Na fábrica do Sul do ES, a pedra será colocada em um moinho para ser transformada em pó. A barita será transportada em caminhões até Niterói, no Rio de Janeiro, para ser misturada a outros produtos, que juntos formando o óleo. De lá, o produto é bombeado do caminhão para o barco para, em seguida, será enviado até a plataforma.

Embora ainda não tenha começado a operar, o empresário afirma que o foco da produção será o mercado brasileiro e que há expectativa de que o produto seja exportado para outros países. Para isso, há planos de expansão da planta de Presidente Kennedy nos  próximos anos.

Calixto Deberaldini avalia também que a instalação de um porto no município poderá facilitar ainda mais a ampliação dos negócios. “Temos a certeza sobre o potencial econômico que poderá ser desenvolvido na região. Estamos felizes por fazer parte desse processo”, comenta.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.