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Contra o coronavírus

Movimento de empresários do ES cria campanha pelo isolamento social

Ideia é que com o aumento do distanciamento entre as pessoas diminua o risco do fechamento total das atividades comerciais

Publicado em 10 de Junho de 2020 às 15:41

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jun 2020 às 15:41
Comércio fechado por causa do coronavírus no Centro de Vila Velha
Comércio fechado por causa do coronavírus no Centro de Vila Velha Crédito: Carlos Alberto Silva
Empresários do Espírito Santo criaram uma campanha para conscientizar a população sobre a importância do isolamento social. O Movimento Cidadania Coletiva, formado pelas instituições ligadas ao Fórum de Entidades e Federações, tem como objetivo aumentar o nível de isolamento no Estado – este que chegou ao pior índice desde o início da pandemia do novo coronavírus.
“Nós estamos vendo um cenário no qual grande parte da população respeita as medidas propostas pelo governo estadual, mas outra parte ignora o isolamento e coloca em risco todos os demais. Por isso estamos com essa organização”, comenta o porta voz do Movimento Cidadania Coletiva e diretor do ES em Ação, Rimaldo de Sá.
Desde o início da medição pelo Estado, a média de isolamento estadual estava em 46,89%. Na sexta-feira (5) – data da última atualização – o Painel de Isolamento Social mostrou que o índice ficou em 44,68%, a pior marca já registrada, muito longe dos 70% recomendado e estipulado pelo próprio Painel.
"Está se tornando comum vermos quadras cheias, calçadões lotados, pessoas banalizando a vida e colocando em xeque o isolamento que tem sido feito por outras pessoas"
Rimaldo de Sá - Porta voz do Movimento Cidadania Coletiva e diretor do ES em Ação
O slogan do grupo é “A sociedade se organizando por uma retomada possível”. Rimaldo de Sá explica que não é contraditório falar, ao mesmo tempo, em isolamento e retomada. “A questão principal é que o isolamento já tem uma série severas restrições. Se as pessoas não respeitarem esse afastamento, pode ser que tudo precise ser fechado novamente, e isso vai ser pior. Só deveria estar na rua quem precisa trabalhar”, avalia.
Segundo o porta voz do Movimento, a maior parte das ações do grupo será virtual – até para reduzir as possibilidades de aglomeração de pessoas. “O Movimento Cidadania Coletiva começa com as federações, mas o objetivo trazer a sociedade civil para participar desse debate. Quanto mais instituições participando, mais a informação vai se espalhar pela sociedade.”
Fazem parte do Movimento Cidadania Coletiva as instituições ligadas ao Fórum de Entidades e Federações do Espírito Santo – federações da Indústria (Findes), da Agricultura e Pecuária (Faes), do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio) e dos Transportes (Fetransportes).

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