ASSINE

Lojas fechadas ameaçam o emprego de 60 mil em indústrias do ES

Segundo federação, com demanda reduzida e sem capital para continuarem suas operações, as empresas terão que tomar medidas mais rígidas para não quebrarem

Vitória
Publicado em 14/04/2020 às 11h49
Atualizado em 14/04/2020 às 13h20
Emprego: indústria
Emprego: indústria. Crédito: Skeeze/Pixabay

Com o comércio fechado e sem ter para quem vender, fábricas instaladas no Estado, principalmente as pequenas, tiveram que derrubar sua produção. Diante desse quadro, nos próximos dois meses, essas companhias podem demitir 60 mil trabalhadores, segundo pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Com a retração da demanda devido ao avanço da pandemia do coronavírus e sem capital para continuarem suas operações, as empresas terão que tomar medidas mais rígidas para não quebrarem.

Sem retorno do comércio local, do qual dependem diretamente as pequenas indústrias, a falta de caixa e crédito vão gerar demissão imediata, de acordo com o presidente do Conselho de Relações Trabalhistas da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes),  Fernando Otávio Campos. De acordo com ele, 30% dos quase 200 mil trabalhadores do setor estão ameaçados se a situação não mudar.

"A Região Norte tem polos de produção de roupas e mobiliários que estão sendo afetados muito afetados pela suspensão do funcionamento do comércio. É o mesmo caso de Vila Velha, que atua na fabricação de peças do vestuário. Esses polos de confecção vendem diretamente ao comércio local, que está fechado", explica.

Ainda de acordo com ele, a volta gradual e com protocolos rígidos de segurança e acesso ao crédito facilitado podem garantir que mais de 90% dos empregos, cerca de 54 mil que seriam extintos, continuem a existir.

Campos ressalta que o Estado tem de 15 mil a 18 mil CNPJs industriais, sendo que 90% desses são de pequenos negócios, que trabalham ligadas às grandes plantas industriais ou para abastecimento do comércio.

Segundo uma pesquisa de opinião da Findes, 64% das empresas afirmam ter tido redução na sua produção entre a semana do dia 16 e março, e a primeira semana de abril. Além disso, 74% das companhias afirmaram que o volume de vendas caiu.

Na quarta semana do mês de março, 28% das empresas pesquisadas tinham optado por férias coletivas. Já na primeira semana de abril subiu para 36% o número de negócios que aplicaram essa medida.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.