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Preços nas alturas

Inflação na Grande Vitória sobe 5,15% em 2020 e supera a do país

Resultado foi puxado pelas altas nos preços dos alimentos, que dispararam 18,35% no ES ao longo do ano, influenciado pelo encarecimento de produtos básicos como tomate, óleo de soja e arroz

Publicado em 12 de Janeiro de 2021 às 10:46

Caroline Freitas

Publicado em 

12 jan 2021 às 10:46
Itens da cesta básica no supermercado
Itens da cesta básica: arroz e óleo de soja estão entre os alimentos que mais encareceram em 2020 Crédito: Fernando Madeira
A inflação na Grande Vitória, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou 5,15% em 2020, segundo dados divulgados na manhã desta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa apontou que a alta nos preços dos alimentos foi a responsável pelo aumento do IPCA no Espírito Santo acima da média nacional, que ficou em 4,52%.
Somente o grupo de produtos de alimentos e bebidas apresentou aceleração de 18,35% na inflação nas principais cidades do Estado – também acima da média nacional (14,09%) – ao longo de 2020.
A inflação medida pelo IPCA no Estado em 2020 registrou o maior percentual desde o ano de 2015, quando o índice ficou em 9,45%. Em 2019, o IPCA do Espírito Santo tinha fechado em 3,29%, abaixo da média nacional
Os produtos alimentícios também foram os vilões no mês de dezembro, em que os preços subiram 0,9%, puxando a alta do IPCA geral na Grande Vitória para 1,41%, a maior de todos os meses do ano passado.
Entre os produtos, não há surpresas: confirmando a tendência observada ao longo dos últimos meses diante da pandemia do coronavírus, os grandes vilões da inflação na Grande Vitória em 2020 foram o tomate (136,45%), o óleo de soja (95,07%) e o arroz (78,39%).
Para quem come fora de casa, a inflação também pesou no bolso. A alta nos preços atingiu 7,93% – também acima do crescimento médio do país (4,78%), como mostra o IPCA.

MAIS GASTOS COM HABITAÇÃO

Além dos alimentos, os gastos com habitação e artigos para residência tiveram altas expressivas, com crescimento de 7,67% e 6,96% no ano, puxados pelos preços altos de reparos domésticos e de materiais de construção. Os gastos com comunicação (2,71%), saúde e cuidados pessoais (2,24%), e despesas pessoais (1,89%) também subiram.
Transportes (0,52%) e educação (0,17)% também apresentaram variação positiva. O único setor a apresentar deflação foi o de vestuário, que recuou 1,09% ao longo de 2020.

INFLAÇÃO NO PAÍS

No país, o IPCA acumulou alta de 4,52% em 2020 – acima dos 4,31% registrados em 2019 –, e  acima do centro da meta para o ano, que era de 4%. Essa é a maior taxa acumulada no ano desde dezembro de 2016 (6,29%). O grupo que mais pressionou o indicador foi o de alimentação e bebidas, com alta de 14,09% no ano – a maior variação acumulada desde dezembro de 2002 (19,47%).
Já em dezembro, o indicador ficou em 1,35% – o maior índice para um mês de dezembro desde 2002 (2,1%). Os grupos que mais pressionaram o indicador foram habitação (2,88%), artigos de residência (1,76%) e alimentação e bebidas (1,74%).

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